quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Considerações sobre o "funk" e a sua defesa por intelectuais

A insistente defesa feita pelos setores progressistas ao "funk" revela um festival do contradições que não conseguem resolver os problemas das periferias e muito menos trazer dignidade ao povo pobre. Tosco e mostrando uma imagem não raramente humilhante do povo pobre, o "funk" não passa de um ritmo de música comercial feito apenas para dançar. 

Mas a insistente defesa tem embutido um monte de enxertos que na verdade estão ausentes, não apenas no "funk" como na mentalidade dos responsáveis pelo gênero. Ficar insistindo em inventar brilhantismo para o "funk" é uma tolice que perde tempo, desvia o foco e não traz dignidade ao povo pobre. pelo contrário, cria uma imagem de idiota para os pobres, impedindo-os de serem ouvidos em suas reivindicações.

Fizemos uma série de postagens questionando o fato de personalidades e instituições de esquerda fazerem apologia ao "funk", numa atitude que contradiz com os objetivos de quem pretende exigir respeito ao povo pobre. Aqui vão as minhas considerações finais sobre este equivoco que serve como tiro pela culatra, fazendo com que as esquerdas cumpram o oposto do que prometem ao defender o "funk".

"Funk" não tem características de cultura

Numa época onde virou moda dar nomes nobres a banalidades na tentativa de aumentar a sua importância, convencionou-se a confundir entretenimento com cultura. Entretenimento é sinônimo de diversão. Já cultura é transmissão de conhecimentos através dos costumes, da arte e do estudo, impulsionando o progresso de uma sociedade ou um grupo social específico.

Pergunto aos defensores do "funk" que tipo de conhecimento a sociedade obtém com o gênero. Empinar o traseiro? Falar palavrão? Gaguejar? Dizem para todos que viver na miséria é bom? Sinceramente, o "funk" nada tem de fonte de conhecimento. Se ele assumisse como mera diversão até entendo e respeito. 

Mas ficar nessa de forçar a barra para se tornar algo intelectual, sinceramente, parece arrogância. Melhor que o "funk" esqueça esse papo de "cultura" e assumir como simples diversão que ele já cumpre muito bem esta função.

Pobres tem preocupações mais importantes que o "funk"

Quem está preocupado com essa de superestimar o "funk"e impor como "cultura" são os intelectuais de meia pataca (vindos das classes médias altas, com relativo conforto na vida) e os próprios envolvidos com o gênero. A periferia que é muito menos ingênua que estes intelectuais sabe que o "funk" é só diversão e nem está aí se é ou não cultura. Eles tem muito mais coisas para se preocupar.

A própria vida que os pobres possuem, com suas imensas dificuldades já inerentes ao cotidiano de quem não pertence às classes privilegiadas, coloca o "funk" em segundo plano. os obres sabem que é somente lazer e que poderiam muito bem sobreviver ao "funk". Somente quem ganha dinheiro com o gênero trata o "funk" como prioridade. 

Enfim, há coisas muito mais importantes a fazer do que "descer até o chão". Já basta que para os pobres a qualidade de vida vive descendo. Ainda mais aós o golpe de 2016...

Intelectuais podem estar ganhando dinheiro para defender "funk"

Não vou fazer aqui qualquer afirmação porque não tenho comprovações sobre isto. Mas a entusiasmada defesa do "funk" vinda de quem tem o pensamento como instrumento de trabalho como os intelectuais e muito estranha. 

A contradição de ter que defender como inteligente algo que é claramente imbecilizante leva a suspeita de esses intelectuais podem estar sendo pagos para defender o "funk"e aprisionar os pobres um tipo de "cultura" tosca e patética.

Ha indícios de que não somente entidades ligadas ao "funk" mas também projetos universitários que tem o gênero como tema tem recebido dinheiro de instituições ligadas a entidades conservadoras estadunidenses. 

A defesa empolgada de intelectuais a um gênero que ridiculariza os pobres e que não faz parte da realidade cotidiana de seus intelectuais defensores é muito estranha. Só pode acontecer se houver algum tipo de vantagem ao intelectual pró-"funk".

A periferia não precisa do "funk"

É forçar a barra do povo pobre em engolir na marra algo tão patético como o "funk". Extremamente desnecessário. A periferia não precisa do "funk". A periferia vive perfeitamente sem o "funk", que nunca passou de uma forma de lazer, um supérfluo e que infelizmente constrói uma imagem equivocada do povo pobre.

Os pobres tem condições de criar coisas muito melhores se pudessem ser melhor educados. Nunca deveriam ter como "identidade" algo que os ridiculariza. Os pobres seguiriam com seu cotiano de lutas mesmo sem o horrendo "funk" que cá pra nós além de humilhante é bem irritante.

Os pobres não precisam do "funk", que nunca os tirou realmente da pobreza. O "funk" nunca trará dignidade e qualidade de vida, que podem ser conquistados de formas bem diferentes do que um ritmo chato e dancinhas patéticas até o chão.

Os pobres, além de melhores condições de vida, merecem uma cultura que os respeite e lhes dê dignidade. O patético "funk" que fique restrito aos bailes de quem quer fugir da realidade por alguns momentos. O "funk" não representa a periferia. 

Algo desrespeitoso nunca deve ser adotado como identidade de um povo sofrido e lutador. Para quem acha que não se deve "ter preconceito" contra o "funk", eu lamento: o "funk" é altamente preconceituoso contra o povo pobre. Pronto, falei!

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