segunda-feira, 24 de abril de 2017

Se os falsos nerds roubaram nosso rótulo, o que somos agora?

Com esse "modismo nerd" que faz com que pessoas sem o mínimo das características de um nerd a querer ser chamado como tal, temos que reconhecer: perdemos o nosso rótulo.

No Brasil, ser "nerd" perdeu o sentido pejorativo e ganhou outro completamente diferente, o de viciado em tecnologia. Antes a palavra para isso era "hacker", mas esta passou a ser utilizada para "piratas da tecnologia", que antes eram conhecidos como "crackers", termo que entrou em desuso.

Agora, fomos obrigados a suprimir a palavra "nerd" de nosso blog. Não sabemos mais como nós vamos nos rotular. Interessante que nem direito a rótulo nós temos.

Vamos continuar a nos referindo como "tribo sem nome" e continuar a nossa tradicional luta.

Enquanto os novos "nerds" curtem a fartura de suas vidas rindo da cara dos antigos sofredores, tendo o rótulo destes em suas posses.

E assim os outrora nerds continuam sendo excluídos sociais, mesmo com suposta neo-valorização dos nerds. Coloca-se os falsos no lugar dos verdadeiros e o sistema continua o mesmo, com os privilégios nas mãos das mesmas pessoas.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Tinder ganha versão para PC e o novo Bumble

Sinceramente, prefiro a paquera presencial, hoje meio difícil por causa das rígidas regras impostas pelas feministas, que cismaram que todo homem é tarado. Embora a paquera via redes sociais favorece o pré-conhecimento do pretendente, diminuindo - mas não elimina - riscos de trombar com gente chata, como por exemplo um progressista ter uma coxinha como pretendente.

Nesta semana soube de duas novidades, pelo menos para mim, sobre redes sociais direcionadas para paqueras. São notícias meio antigas, pois eu ando meio alheio às redes sociais, mas ainda são novidades, pois ainda não percebi a repercussão diante deles.

Primeiro é o fato do Tinder ter ganhado uma versão para computadores. Estava meio chato usar pelo celular, pois eu raramente uso internet móvel. Prefiro usar o computador.  Embora não possa mais usar o Tinder, pois cancelei minha conta no Facebook e não pretendo ter nova conta a curto/médio prazo, fico feliz por pessoas que não gostam de usar internet no celular ter acesso a versão no computador.

Outra novidade, no ar há um tempo, é o Bumble, uma rede fundada por técnicos dissidentes do Tinder. Esta rede, que recentemente teve a atriz Hailee Steinfeld - que é comprometida - participando de um evento de divulgação, tem como peculiaridade o fato de estimular as mulheres a toar a iniciativa, algo que ainda é considerado tabu na sociedade brasileira, que ainda acha que homem é deve tomar a iniciativa, mesmo que ele seja tímido e a mulher extrovertida.

As duas redes sociais exigem uma conta no Facebook para ser acessada. O Bumble ainda usa conta do Instagram, que pertence ao Facebook, embora com características diferentes, por ser uma rede social focada em imagens. Eu ainda possuo Instagram, mas uso pouco.Uso mais para leituras e para fazer comentários em postagens alheias.

Curioso esta utilização maciça do Facebook (ate empresas extinguiram páginas oficiais, trocando por perfis oficiais no Facebook), controlado por alguém que pode ser um direitista enrustido e com séria suspeita de divulgar os cadastros dos usuários a órgãos de vigilância ligados a gigantescos capitalistas. De qualquer forma é melhor tomar cuidado com a colocação de informações e postagens.

Não pretendo ter conta no Facebook, o que significa que não usarei estas redes. Ando meio pessimista em relação à vida amorosa, pois a grade maioria das mulheres está comprometida - homens são maioria, embora o mito diga o contrario - e não tem sobrado coisa boa. As solteiras que tem alguma beleza deixam a desejar em personalidade. O jeito é aceitar a solidão e ir seguindo a vida.

quarta-feira, 19 de abril de 2017

A hipocrisia de se fantasiar as crianças de índio

Hoje, no Dia do Índio, há o costume das escolas infantis de fantasiar as crianças de índio pensando estar prestando uma homenagem aos verdadeiros donos das terras brasileiras. Vejo na atitude um misto de hipocrisia e chacota com os indígenas, pois sei que muitos adultos "civilizados", pais, professores e diretores que cuidam dessas crianças, não estão nem aí com a vida dos indígenas, que acreditem, são bem civilizados, mas de forma diferente da nossa.

Na verdade os "civilizados" da zona urbana dão um evidente sinal de hipocrisia ao querer comemorar a data desta forma. Sem a consciência político-social que consiga fazê-los capazes de entender a situação dos índios, que aos poucos desaparecem do país, muitos "civilizados apoiaram este golpe horrendo que promete eliminar do país, de uma vez por todas, todos os povos indígenas. Os "civilizados" capitalistas entendem que apenas os brancos ricos e cristãos, de preferência loiros, tem direitos plenos a ser respeitados.

Interessante ver pais de mentalidade conservadora, que apoiaram o golpe e acham que empresários gananciosos são homens "responsáveis", fantasiarem seus filhos de indígenas, como se isso resolvesse o problema do índio no país. Ainda mais s tentarem fazer uma versão risível da dança da chuva ao som daquela música horrorosa da Xuxa, uma alemã nada interessada no bem estar dos índios e que apoiou tranquilamente o golpe de 2016, isolada de dentro de sua confortabilíssima mansão. Sinceramente soa uma chacota contra os indígenas, estranhos para a civilizada burguesia urbana.

Não gosto da atitude de fantasiar crianças de índio. É um costume feito há muitos anos e tem se demonstrado completamente inútil na conscientização do valor do índio para a cultura brasileira. Muitas dessas crianças, brancas fingindo ser indígenas, crescerão sem dar importância aos índios, algumas delas se tonando preconceituosas e justamente fazendo o oposto do que deveriam, destruindo o pouquíssimo que resta daqueles que estiveram por aqui antes das invasões gringas ao nosso território de exploração (que finalmente se prepara para retomar esta triste finalidade).

Ao invés dessa patetice de fantasiar crianças de caricatura de índios, que tal uma aula sore a importância dos povos nativos do Brasil, falando de sua diversidade, de suas inúmeras tribos - várias extintas - e de sua importância ímpar para o desenvolvimento sócio cultural do país? Uma aula que possa ser dada não somente na infância mas em todas as séries. Uma aula que nos ensine a respeitar esta gente diferente que poderia nos ensinar muita coisa.

Curioso que vivemos chamando os índios de "selvagens" por diferirem daquilo que conhecemos como "civilização". Mas sabiam que em sua maioria, índios são bem mais civilizados que os urbanos? São organizados (inclusive politicamente), são altruístas, respeitam a natureza, tem vida mais saudável e o mais importante: tem forte preocupação com a educação de crianças. Educação de fato, não essa podre doutrinação capitalista que estamos querendo impor aos nossos pequenos, transformando-os em uma sociedade dividida entre burgueses autoritários e gananciosos de um lado e futuros escravos submissos de outro.

Certamente, se houvesse o Dia do Homem Branco, os índios não vestiriam as suas crianças de ternos e vestidos, como caricaturas de homens urbanos, para fazê-las dançar de forma ridícula ao som de músicas tolas com letras preconceituosas, fingindo estar homenageando os moradores da cidades. índios tem coisas muito mais importantes a fazer do que aderir a um modismo hipócrita.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Fim do portal Ego pode ser inicio do fim do Império Globo?

O assunto do dia, além da confirmação do próprio Temer de que Impeachment foi realmente um golpe, foi o anúncio feito por representantes das Organizações Globo, de que seu portal sobre fofocas e nulidades sobre celebridades, com o sugestivo nome de "Ego" vai ser extinto. Segundo a nota, as postagens sobre celebridades continuarão no portal de entretenimento da Globo, o GShow.

O argumento usado pelo grupo empresarial para justificar o fim foi "resultado de uma reflexão sobre a evolução do mercado de notícias de celebridades no Brasil e no mundo e de novas dinâmicas de interação entre artistas e seus fãs pelas redes sociais”. Mas segundo o portal R7, o verdadeiro motivo seria a falta de anunciantes.

Se for mesmo o que o R7 disse, poderemos começar a vislumbrar uma discreta decadência das Organizações Globo, que há muito vem perdendo público, com programas de TV cada vez mais chatos e assuntos menos interessantes. 

A rejeição da Globo, que seria natural por conta da ampliação de opções causada pela internet, se agravou com o Golpe político de 2016, com participação clara da Rede Globo, que criou uma estranha campanha publicitária disfarçada de noticiário sério, que culminou nesta fase ruim que praticamente destrói o Brasil, eliminando a democracia, a soberania e o bem estar da população. 

Paparazzo, com desinteressantes ensaios sensuais com sub-celebridades, também acaba

O grupo empresarial anunciou também o fim do site de ensaios sensuais Paparazzo, que desde que deixou de ter celebridades de primeira linha (como era no início) para colocar sub-celebridades e siliconadas musas pseudo-eróticas, perdeu a sua razão de ser, desfazendo a proposta sugerida pelo nome, que denomina o tipo de repórteres que invade a privacidade de celebridades. Já vai tarde.

Tanto o portal Ego quanto o Paparazzo não farão falta. As notas fúteis e a ênfase em musas vazias que não despertam interesse de ninguém comprovam a total inutilidade dos sites, que só servem mesmo para mostrar quão decadente é o grupo Globo, que mostrou mais especialista em destruir o país para vender aos gringos e voltarmos a ser um mero terreno de exploração como fomos no início.

E isso pode ser apenas o inicio da queda de um império. Pode vir mais. Anunciantes podem estar inseguros em investir em um grupo empresarial desmoralizado e que a cada ano perde drasticamente seu público que, além de exigir cada vez mais criatividade e diversidade, não tolera grupos  midiáticos compactuados com formas nocivas de poder. Se Temer sobreviver, a Globo ainda poderá contar com ele. Se ele cair, babaus. A Globo cai junto.

A Globo, hoje perdeu credibilidade e sua decadência se torna merecida. Quem mandou nunca estar do lado do povo? Agora assuma o prejuízo, que na verdade é o troco do prejuízo que as empresas de seu grupo vem causando ao país.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Giro pela Planeta, 14/04/2017


Semana santa, todo mundo se iludindo com estórias lindas de 2000 anos atrás - ainda? - vamos tentar nos manter no mundo real com estes links interessantes. Porque a vida continua seguindo, apesar de insistirmos em fugir dela de vez em quando. Vamos lá!

1. Álbum da vez: para me manter no prazer viciante de ouvir XTC, mencionado antes, a coletânea de raridades Rag and Bone Buffet. Imperdível. Link

2. Desenhistas foram convidados a refazer seus desenhos usando tecnologia moderna. Veja os belos resultados. Link

3. As bobagens dos anos "nojenta" estão de volta. Argh! Link

4. Tristes casos de machismo da Globo ganharam repercussão internacional. Sempre ela, né? Link

5. O "herói" Sérgio Moro vazou informações confidenciais para o site fascista O Antagonista. Vergonha. Link

6. Curioso: bairros vizinhos de Niterói, Rio d'Ouro e Várzea das Moças não tem ligação direta. Link

7. Após Igreja Renascer, o "Espiritismo" brasileiro, cheio de contradições dogmáticas, é próxima religião a caminho da extinção. Link

8. Osvaldo Bertolino: Globo e Moro são como mosquitos da dengue, surgem na água parada da corrupção. Link

9. Se não bastasse o crime de prender injustamente um dos maiores cientistas brasileiros, o Almirante Othon, golpistas ainda vão deportar outro cientista. Aos poucos nossa ciência é destruída. Link

10. Filme francês tenta explicar a rebeldia conformista tão comum na juventude de hoje. Link

11. Xiii! Já tem mais cancelamento de boas séries vindo por aí! Link

12. Bella Thorne quer que seu póximo relacionamento seja com uma mulher. Uau! Link

13. Receita da semana: é Páscoa e como não poderia deixar de ser, Ovos de Chocolate! Link

14. Bailee Madison divulga o primeiro filme produzido poe ela própria. Cresceu, hein? Link

15. A filha de Kate Beckinsale mostra o que o DNA é capaz de fazer. Link

16. Locais que você precisa conhecer: Campos do Goytacazes, a maior cidade do estado do Rio de Janeiro. Você pensava que a maior era a capital? Link

17. Musa da semana: entrevista com uma de minhas amadas, a deliciosa, charmosa e lindíssima Peyton Roi List. Link

18. Luis Nassif analisa a ditadura do judiciário: como os sem-voto pode mandar no país? Link

19. Easy A, com a premiada Emma Stone, foi o The Edge of Seventeen do início da década. Link

20. Um dos maiores juristas do país alerta que poderemos ter um novo golpe acima deste, ainda pior. Link

quinta-feira, 13 de abril de 2017

As redes sociais são o espelho da humanidade

Em 2005 comecei a utilizar as redes sociais. Em 2017 abandonei de vez. Não totalmente, pois ainda tenho Twitter e Instagram. Mas são utilizados mais para a leitura e só posto quando tenho realmente o que postar. Se Ônibus Brasil e Reddit podem ser considerados redes sociais, pode-se dizer que ainda estou nelas. Mas as redes mais famosas não tenho mais. 

Whatsapp nunca usei e nem pretendo usar, principalmente após descobrir que foi um instrumento principal para forjar a participação popular no golpe que está destruindo - literalmente  - o país, que poderá ficar limitado a uma pátria de chuteiras, já que a "seleção" está na copa de 2018 (ironicamente na suposta terra do fictício inimigo dos brasileiros, o "comunismo") e o sucesso no futebol é a única meta para a maioria dos brasileiros. Ou seja, um país que só serve para ganhar no futebol e fracassa no resto. Assim como a já arrasada Argentina.

Tive Facebook até este ano. Mas decidi cancelar minha conta oficial. Só tem me trazido aborrecimentos. Ao invés de fazer novos amigos, consegui fazer inimigos com esta rede. Até amigos meus se converteram em inimigos por divergências que não conseguiram ser resolvidas. Há gente que prefere a estupidez do senso comum do que a racionalidade do bom senso. Lamentável.

A culpa não é das redes: é da má qualidade dos usuários

Mas não culpemos as redes sociais por isso. Elas são apenas espelhos do que acontece na humanidade. Ainda acredito nas redes sociais com o propósito para qual foram criadas. O problema não está nas redes sociais, está nos usuários dessas redes sociais. Aliás, prefiro culpar a má qualidade de nossa educação, a submissão midiática, a teimosia em não mudar regras sociais e o desprezo pela intelectualidade, este bem tradicional em nosso país.

O comportamento dos brasileiros, que segundo várias pesquisas são os que mais usam redes sociais no mundo, pode ser explicado pelo baixíssimo nível intelectual da sociedade brasileira. Mesmo os graduados, muitos portadores de diplomas de doutorado, deixam clara a sua burrice. 

Embora eles usem diplomas como atestado de inteligência, todos são carecas de saber que brasileiro só estuda para obter ou manter emprego. Nos tempos livres, para muitos brasileiros, legam mesmo é colocar o cérebro para descansar e escolher entre a ilusão da bebedeira ou ilusão da religiosidade (ou até por ambas) para se sentir bem em uma sociedade injusta e incompetente diante dos problemas.

Nem mesmo a escolaridade alta é garantia de inteligência. O próprio golpe, que ganhou força através das redes sociais provou isso. Convocou milhares de analfabetos políticos a sair nas ruas "contra a corrupção", um problema abstrato que não só não é o mais grave como em muitos casos nem interfere no cotidiano da população, usando a camiseta de uma instituição corrupta (a CBF), sem qualquer tipo de reivindicação convincente para melhorar o país, abrindo caminho para um bando de sádicos destilar seu ódio fascista, adormecido por décadas. Enfim, um show de horrores, cortesia das nossas mais graduadas elites.

Brasileiros deveriam aprender a conviver em sociedade

Sai das redes sociais não por raiva das redes em si, mas porque não tenho mais paciência para ouvir ignorantes desfilarem um monte de bobagens, com permanente teimosia, respondendo de forma ofensiva quando eu tento expor um pouquinho de sensatez. Ainda sou a favor das redes sociais, mas acho que os brasileiros devem antes se preparar para utilizá-las. 

Aliás, os brasileiros deveriam aprender a pensar melhor, a respeitar melhor os outros e a tratar o Brasil como uma coletividade e não como uma horda de egoístas a querer um país nos moldes de cada grupo social isolado. Um país feito ao gosto de cada um, e não um país que pudesse ser bom para todos.

Para que as redes sociais melhorem, é preciso antes melhorar a qualidade mental de seus usuários. Senão ainda vamos ver um monte de aberrantes demonstrações de sadismo correndo solto em postagens publicadas, comprovando que não melhoramos em nada como seres humanos. Ainda somos bichos apendendo a ser gente.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Estou viciado em XTC

Alto lá! Não entendam mal o título desta postagem! Não virei narcótico! Continuo limpinho da silva, sem sequer fumar cigarro ou tomar álcool (embora muita gente viva criticando minha aversão às bebidas alcoólicas mesmo sendo ateu). É que eu me viciei pela excelente banda new wave de Swindon, Inglaterra, a XTC, liderada pelo genial Andy Partridge e seu parceiro Colin Moulding.

Ultimamente tenho ouvido os álbuns inteiros da banda disponibilizados no YouTube. Caramba! Fiquei viciado. Parece que eu criei uma necessidade orgânica de ouvir musicas da banda. Quando estou no comutador, ponho meu fone de ouvido e lá vem o YouTube se arrastando com a banda. Esta postagem está sendo escrita ao som do maravilhoso Drums and Wires, de 1979, terceiro álbum e o que apresentou a banda ao mundo.

Sempre gostei da XTC, que curiosamente surgiu um ano depois de eu nascer. Pela faixa etária dos integrantes, cerca de 10 anos a mais que eu, certamente os caras eram praticamente crianças quando a banda começou. A primeira música que me lembro de ter ouvido da banda é Making Plans for Nigel, ouvida por mim em 1982, na época ainda sem saber que banda interpretava. Conheci posteriormente outras músicas da banda, ainda sem prestar muita atenção no nome. 

Urgh! Uma guerra musical!

Uma das mais ouvidas por mim estranhamente não está em nenhum dos álbuns. Nem mesmo na coletânea oficial Fossil Fuel aparece: Take This Town, lado B do compacto Wake Up, do álbum de 1984, The Big Express. Estranhamente a música segue o mesmo estilo do Oingo Boingo, banda que como a XTC (assim como Police, Echo & The Bunnymen e Jools Holland, este um pianista que misturava new wave e jazz tradicional e que apresenta um excelente programa musical que passa aos sábados no BIS) estava no Urgh!, a Music War!

Urgh! a Music War! foi um filme que relatou um festival de apresentações com bandas de new wave do início dos anos 80, ou seja, bandas que marcaram o auge da minha juventude. Cheguei a ter em vinil - importado, comprado em sebo, com a mesma capa que aparece na foto - a versão em áudio das apresentações. O XTC apareceu com uma versão mais agressiva de Respectable Street, de seu segundo álbum.

Bem antes de ter o disco do Urgh!, que comprei, se não me engano em 1997, comprei, ainda no Rio de Janeiro, no mesmo ano em que mudei para Salvador, o álbum duplo Oranges & Lemons, creio ser o único da banda lançado em cópia nacional no Brasil. 

O álbum, gravado em 1989, solidifica a influência sessentista (sobretudo Beatles e Beach Boys) iniciada pelo projeto do Dukes of Stratosphear (o próprio XTC sob pseudônimo) e o álbum Skylarking, produzido pelo cantor Todd Rundgren, que eu gosto bastante, embora não seja dos meus músicos favoritos. Reouvi o álbum - que não está mais comigo, pois não tenho mais vinil -recentemente e pude prestar atenção em sua beleza, algo que nã reparei na época em que comprei.

A banda se extinguiu em 2006. Seus integrantes aparentemente largaram a carreira musical, embora demonstrem vontade de retomar a carreira - mas não a banda. Apesar de ser marcada pela excelente qualidade de seu som, aos poucos foram perdendo a inspiração. Nonesuch, de 1992, último pela Virgin, gravadora que contratou a banda em 1977, é bem fraco, se destacando apenas pela empolgante, mas radiofônica Peter Pumpkin Head, que parece ter sido feita sob encomenda para ser hit.

XTC não interessa para espantalhos sedentos por mediocridades

De qualquer forma, a XTC é uma dessas bandas desconhecidas do grande púbico e que foi marcada pela excelente qualidade musical, não somente nas melodias e arranjos, mas também as letras. Scarecrow People (sobre alienação + insensibilidade: os coxinhas, verdadeiros espantalhos, sabem muito bem o que é isso) e a ateísta Dear God são bem reflexivas, além de utilizarem bem as palavras, encaixando com as melodias. 

Mesmo sendo temas fortes, há qualidade no desenvolvimento das letras. Há um consenso no Brasil de que qualidade de uma letra de música está no tema escolhido, o que não é verdade. Prefiro um tema banal numa letra brilhante como fazia o saudoso compositor Braguinha do que um tema forte em letra banal como a infantil To P da Vida, que é uma verdadeira porcaria pseudo-politizada. Aliás, boas letras politizadas são uma especialidade da XTC.

Até o momento a banda segue calada e seus integrantes longe dos holofotes. Em um mundo em que "gênios" são Britney Spears, Beyoncé e Justin Bieber e suas mediocridades sonoras regadas a doses de pseudo-erotismo, uma banda realmente genial como a XTC não consegue chamar a atenção das grandes massas. Os espantalhos gostam mesmo é de cabarés sonorizados por musiquinhas ruins que verdadeiros mercenários musicais como Bieber, Beyoncé e Spears só sabem fazer. O XTC está muito longe deste teatro de ilusões.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Porque não chamar o pop atual de "dance music"?

Para os leigos em música, o rótulo "pop" é oportuno. Este rótulo, na verdade serve para classificar aquilo que os fãs não entendidos de música (gostar e entender de música não são sinônimos) não conseguem perceber realmente do que se trata. Uma palavra vazia que, embora muitos não saibam, é uma abreviatura de "popular", de "povão".

Mas se observarmos bem, poderíamos muito bem chamar aquilo que muitos entendem como "pop" atual de dance music. A música atual é feita essencialmente para dançar e não para ser ouvida. É música para festas, bailes, paqueras. As letras, limitadas a falar sobre o que acontece nas festas, deixam claro isso. A presença obrigatória de dançarinos e coreografias nos shows joga mais lenha na fogueira. porque não chamar a música atual de dance music?

Ignorância dos fãs. Acham que dance music é um tipo de musica caracterizado por um DJ e por um cantor que nunca aparece. Se o cantor começa a aparecer, sem mudar as caraterísticas de seu som e de sua postura, mantendo inclusive o DJ, automaticamente muda de rótulo.

Há uns ainda mais ignorantes que se referem aos dancers de hoje como "roqueiros", sem saber realmente o que significa "rock", simplesmente por achar que o tal rótulo sirva de uma espécie de "atestado de qualidade", quando na verdade nada tem a ver com isso. Hoje há muitos tipos de músicas que tem guitarras e fazem shows em grandes estádios, com artistas posando de "rebeldes", sem precisar tocar músicas de rock.

Para mim, o pop atual é dance music sim. Isso não desfaz nem eleva ninguém. Apenas coloca as coisas no seu devido lugar, pois todos os elementos desse gênero são relacionados com o ato de dançar e estão presentes, como a ênfase nas coreografias, letras que falam de festas ou de relacionamentos (surgidos em festas), instrumentos eletrônicos, etc.. Dizer que o pop atual não é dance music é desconhecer essas características tão marcantes e tão presentes.

Pop é uma palavra vazia em sem sentido, a não ser como abreviatura de popular. Não serve como rótulo de gênero musical e sim de nível de popularidade. O pop atual é dance music cuspido e escarrado, com todas as suas características e totalmente voltado às noitadas, festas e afins. Admitir isso é ter o mínimo conhecimento musical, colocando as coisas aonde devem estar.

domingo, 9 de abril de 2017

Golpe político de 2016 é mais antigo do que se pensa

É lamentável saber que o Brasil se encontra novamente em uma ditadura. Uma ditadura disfarçada. Segundo especialistas (os sérios, não os que falam na TV pagos para dizer o que os donos da mídia querem ouvir), vivemos numa licença democrática com medidas de exceção. Enfiaram na cabeça que as esquerdas eram o "perigo" e declararam a suspensão da democracia para que o Brasil "pudesse ser posto em ordem". 

Deu no que deu e o Brasil não apenas se torna mais pobre como perdeu a soberania, servindo apenas de armazém para corporações gigantescas com sede em países desenvolvidos e secretas controladoras da política mundial. Todos perdem com isso, exceto os próprios donos dessas imensas corporações.

Mas o que poderia ser feito para frear golpes como o que aconteceu no Brasil? Educando a população. O interessante que até mesmo os donos das imensas corporações demonstram falta de educação, pois se fossem realmente educados, entenderiam que a ganância e ânsia de poder fazm parte da ignorância.

E é aí que resulta o sucesso do golpe de 2016: uma população majoritariamente burra e mal informada que ainda não sabe pensar direito e que lê textos de forma fragmentada, sem analisar o qe realmente é dito. Confirmou-se a tese de que um povo burro e mal informado é muito fácil de manipular. Misto de zumbis e robôs, tranquilamente programados pelos meios de comunicação oficiais, porta-vozes das imensas corporações de que falei.

Apoio popular ao golpe foi construído no Governo Collor

O processo de emburrecimento do povo brasileiro já se iniciou no Governo Collor. Com o fim da ditadura militar, as grandes corporações instaladas no Brasil entenderam que teriam que encontrar outra forma de manter a população sob controle. Encontraram na educação e na cultura a forma nova para imobilizar a população. Claro que foi feito de modo sutil, fazendo a própria população acreditar que não estava emburrecendo.

A decadência cultural que se iniciava no início dos anos 90 com o chamado popularesco, ou a "Cultura de Povão", representado basicamente pelo Axé, "Sertanejo", "Funk" Carioca, Pagode e várias ramos da música Brega, alem de um cinema americanizado e uma televisão cada vez mais alienante e da retomada de conceitos como "futebol é patriotismo" (o sucesso do futebol compensa o fracasso na qualidade de vida) e o reforço da utilização da religiosidade e/ou de bebidas alcoólicas como "relaxantes" da alma, contribuiu fortemente para o emburrecimento da população.

Esta população, que aos poucos iam saindo da realidade para uma espécie de mundo paralelo que foi reforçado com a chegada da internet, criando o que conhecemos hoje como "pós-verdades", conceitos falsos que caiam no senso comum, consagradas como verdades absolutas, foram criando uma confusão de conceitos que eliminaram por completo a capacidade de discernimento da população.

A falta de discernimento é tanta que hoje as pessoas cobram um retorno de valores arcaicos, acreditando serem estes que mantém a sociedade em ordem. Com isso, nascem preconceitos que prometem eleger "os inimigos da sociedade" entre aqueles que querem que a humanidade progrida, desfazendo as correntes que nos amarravam durante muitos séculos.

Esta humanidade emburrecida, com jovens que pensam exatamente como os velhos medievais de séculos remotos, mas iludidos com os avanços tecnológicos que criam a alucinação de que viemos em um constate progresso, pode facilmente ser conduzida , de forma quase inédita no país, para apoiar o golpe, confusa em definir quem era mocinho ou vilão nesta história toda. Erraram feio ao acreditar que eram heróis os que conduziam. Descobriram tardiamente que tiraram os mocinhos do poder para colocar os vilões que destroem a nação sem o menor pudor.

Esquerdas ainda ignoram decadência cultural como fonte de emburrecimento das massas

Apesar de isso não ser muito comentado nos sites de esquerda, que ainda seguem iludidos pensando que a decadência cultural era a diversidade das manifestações culturais, ignorando que as formas de cultura que passaram a defender são controladas pelas mesmas corporações criticadas por setores de esquerda e grandes responsáveis pela ignorância das massas. nem tente transformar um funqueiro de meia tigela em intelectual, pois será uma tentativa artificial, uma prótese intelectual em quem não tem vocação para a intelectualidade.

O resultado está aí: um povo confuso, que não sabe como utilizar o cérebro, saudoso de conceitos duvidosos de pseudo-equilíbrio social, iludido pelas religiões e pela indústria do entretenimento e completamente avessa a intelectualidade, preferindo ser classificado como inteligente de graça, sem o menor movimento de um só neurônio, defensor de valores confusos, perdido sem lideranças responsáveis e prestes a viver de forma precária neste país que se prepara a ser um novo Haiti, com imensas multidões em condições desumanas, escrevas de meia dúzia de ganancioso metidos a salvadores da humanidade. 

Não saber raciocinar deu nisso. Quem disse que pensar era chato está pagando um caríssimo preço por sua aversão ao intelecto. Sabemos que burros não pensam, só servem para carregar nas costas as elites que as dominam. Resta a nós carregarmos nossos "salvadores" nas costas, ao som de um grito de gol, um "funk" chacolejante, com a cara cheia de cerveja ou de água benta, acreditando nas alucinadas divindades que as religiões - também servas das corporações - nos sugerem louvar.

Aprender a pensar é a melhor arma contra tiranos

Enquanto continuarmos sem saber como utilizarmos nossas mentes, se recusando a analisar as coisas através da lógica, continuando a sofrer a influência de lideranças interesseiras (quase todas são, é verdade), vamos seguir escravos dos poderosos que nos dirão tudo a ser feito. E não haverá mais motivo para a falsa alegria mostrada nas festas e cultos religiosos, que mais servem para nos tirar da realidade do que nos trazer prosperidade. Porque a prosperidade está dentro de nós. Para isso é preciso apenas saber pensar. 

Cérebro ativo é a melhor arma que nós temos contra a exploração. Pensemos melhor, que desenvolveremos a nossa capacidade de derrubarmos tiranos. Por isso que os tiranos fazem de tudo para que nunca pensamos. Pensem nisso.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Profissionais prestigiados se dão melhor na vida afetiva

Vamos amadurecer e reconhecer: o amor ainda não é desse mundo. O amor, para a maioria, virou uma palavra bonita que todos sentem prazer em pronunciar. Já o sentimento em si, ah, como está tão ausente...

Casais ainda se unem por interesses. Não só financeiros como sociais, já que solitários, mesmo quando voluntários, não costumam ser bem vistos. É preciso estar casado para agradar a uma sociedade que colocou na sua inerte cabecinha que "estar casado" é sinônimo de "ser valorizado", quando a lógica mostra que nem sempre isso é verdade.

E quanto mais prestígio social se tem, mas forte é a obrigação de estar sob um matrimônio. Há cobrança, mas há facilidades também, já que pessoas prestigiadas tem obstáculos à vida afetiva arrancados de seu caminho.

Os homens que são profissionais prestigiados que o digam. Profissionais liberais (advogados, engenheiros, médicos e similares), diretores de diversos tipos, empresários, executivos, etc., sempre se deram melhor socialmente e sobretudo, afetivamente. Classicamente são profissionais prestigiados que possuem o direito, para eles irrecusável, de escolherem as mulheres com quem vão se envolver. Normalmente pegam as melhores, as mais intelectualizadas, elegantes e, claro, lindas e de bom gosto. As outras ficam para o restos dos homens, menos prestigiados.

E sinceramente, nunca ouvi falar de profissional prestigiado que viva chorando rotineiramente porque não consegue conquistar uma mulher. Porque se ele é um profissional prestigiado ele CONSEGUE, SIM! Ao menos que a religião dele proíba de se casar ou que ele seja gay. Se bem que, no Brasil, há muitos gays enrustidos que acabam se casando com mulherões, só para agradar a sociedade, fazer o quê?

E graças a isso, observa-se duas coisas: profissionais prestigiados que não conseguem ficar sozinhos e profissionais comuns que tem que se contentar com as mulheres que aparecem.

Mas que tanta magia os profissionais prestigiados exercem nas mulheres? Se lembrarmos que vivemos numa humanidade atrasada, ainda bastante instintiva, perceberemos o fato de que as fêmeas ainda procuram um protetor/provedor. E ninguém melhor que um profissional prestigiado para exercer essa função.

A vida afetiva numa sociedade injusta, tem que ser igualmente injusta. Não importa se há homens apaixonados. Importa é que hajam homens dispostos a proteger e sustentar as suas mulheres, como nos velhos tempos de irracionalidade animal. Dispostos como os profissionais prestigiados, excelentes profissionais, seres humanos medíocres e maridos da pior qualidade.

Ainda temos que aprender muito. Até lá, continuaremos batendo cabeça por aí. Inclusive na vida afetiva.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Porque continuar com a defesa de algo tão claramante ridículo e tosco?

O que passa na cabeça de quem defende essa verdadeira atrocidade musical que  é conhecida como "funk" carioca? Será que a ficha não caiu pela ridiculosidade do gênero? Será que não perceberam que é tosco, mal feito por gente sem conhecimento cultural e de nível intelectual bem reduzido? E que isso é um fato, me isentando totalmente da acusação de ser preconceituoso e ofensivo?

O "funk" carioca, seja de "raiz", "melody", "proibidão" ou o raio que o parta, é um tipo de música de má qualidade que está sendo inserida na marra, forçando a barra para ser considerado algo cultural. O que o "funk" tem de "cultural", cara pálida? Só se for as duas primeiras letras da palavra! 

E não adianta tirar sexo e violência das letras de "funk". A ruindade e a ignorância cultural estarão ainda presentes, contribuindo para a decadência cultural. Se bem que sexo e violência fazem parte da vida dos funqueiros e tirá-los de suas letras é como tirar o H2O da água. Nada sobra.

Estou cansado desse discurso cada vez mais maçante feito por mais e mais celebridades e intelectualoides em defesa desse troço que nem parece música, tendo um som de carro pifando e que incomoda tanto as pessoas que deu origem a lei que proíbe som alto no interior de veículos coletivos.

Até quando vão ter o bom senso de reconhecer que o "funk" é ruim, é atraso e vem claramente do emburrecimento social resultante da péssima educação dada no país e da influência nociva da grande mídia que transforma a população brasileira em um bando de robôs a consumir qualquer modismo que vomitam em suas caras?

terça-feira, 4 de abril de 2017

Criatura contra o Criador na manifestação anti-Globo

No último dia 31, houve uma pequena manifestação na porte da sede da Rede Globo no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Eram jovens integrantes de uma tal de Levante Popular da Juventude, uma entidade que se diz de esquerda.

O protesto foi caracterizado por um clima de animação, por palavras de ordem contra a Rede Globo, O Globo e empresas do grupo. mas a manifestação teve um quê de boa fé, na medida que pareceu mais uma festinha do que um protesto de fato. 

Para piorar, o tipo de música predominantemente cantado na manifestação era o mais tosco "funk" carioca, mostrando que a monocultura "funk" já domina a juventude do RJ. Com um detalhe curioso: o "funk" é criação da Rede Globo. Ou seja, criatura se rebelando contra o criador e principal difusor. Que maneira de agradecer tanta divulgação de um gênero e sua consequente popularização?

A manifestação pelo jeito não deu em nada. Eu vi os vídeos da mesma e notei que os seguranças da Globo pareciam tranquilos, apenas atentos. Enquanto a coisa se limitava ao clima de festa, os seguranças nada faziam. Apenas um deles falava no celular sem parar. provavelmente mantendo um dos chefões - talvez não um dos donos, os Irmãos Marinho, mas um sub-alterno deles - bem informado. Certamente desligar a TV ou no mínimo evitar quaisquer dos canais da Globo me parece um protesto mais eficiente.

O clima festivo e o uso do "funk", consagrado pela própria Globo, podem ter tirado a seriedade do evento, que em si já tinha uma quantidade bem reduzida de pessoas, portanto já fadada ao fracasso. Serviu apenas para chamar a atenção e fazer propaganda dos sites de esquerda que divulgaram o vídeo. Este foi o único lado bom da manifestação que, infelizmente não deu em nada, pois poderia ter sido feito com maior empenho e com um pouco mais de seriedade.

O uso do "funk" mostrou uma ingenuidade dos jovens presentes que ignoraram que o gênero se consagrou através da Globo. Curiosamente foi cantada, com a letra alterada, um "funk" largamente difundido pela Globo de um tal MC Bola, composta sob encomenda para uma novelinha juvenil. Queriam os manifestantes usar uma música da Globo para protestar contra a própria Globo? Se for esta a intenção, está compreendido.

Mas ainda espero uma manifestação mais séria e intelectualizada. temos que aprender a ter o senso de ridiculosidade. Ridículos nunca são ouvidos em suas reivindicações. Para mim, esta manifestação não deu em nada, apesar das boas intenções. Espero ainda meios mais eficientes de derrubar as Organizações Globo. Desligar a TV e não ler jornal já será um bom começo.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Steely Dan, uma banda subestimada

Nos últimos meses me viciei em Steely Dan. Todo dia sempre tenho que ouvir alguma música desta grande banda de jazz rock que é tão subestimada no Brasil que, acredito eu, apenas a minha pessoa e o Ed Motta, nos dispomos a tornar fãs das maravilhas criadas por Donald Fagen e Walter Becker, a dupla central da banda e presente em todas as formações.

Não vou ficar fazendo biografia da banda. Felizmente há muitos textos sobre a mesma na internet. Estão a maior parte em inglês, mas com o Google Tradutor aberto e um razoável conhecimento de gramática, dá para entender o que está escrito.

A banda, pela sua qualidade sonora impecável e irretocável,  é uma das maiores do mundo. Não consigo entender porque ela não conquistou um prestígio maior. Em tempos de decadência cultural, sobretudo na música, a banda encontrou uma triste oportunidade de ser solenemente ignorada.

A sonoridade da Steely Dan é bem original, mesclando jazz, rock e pitadas de soul music. No Brasil, a única música conhecida é Do It Again, mesmo assim porque um grupo desconhecido de house music gravou uma cover dela inserindo uma música de Michael Jackson (este, na contramão, superestimadíssimo) como incidental. 

Uma música solo de Donald Fagen gravada em 1982, International Geographic Year (anunciada nas rádios brazucas como What a Wonderful World, que nem é subtítulo da música) ainda toca com regularidade nas FMs de gagá contemporâneo. Marina Lima havia gravado em 1984 outra faixa do mesmo álbum de Fagen, Maxine, vertida para o português. Mas só isso, fora a admiração assumida pelo cantor Ed motta, maior e mais famoso fã brasileiro da banda.

Na minha recente ida ao Barra Shopping, maior e melhor shopping center do Rio de Janeiro, encontrei na FNAC vários discos importados do Steely Dan com preços até acessíveis (cerca de 35 reais). Pena que eu não podia gastar mais de R$ 30.

Para quem quer saber mais da banda, acesse este link do Wikipedia. Coloquei o verbete da versão em inglês porque tem mais informações. Abaixo, algumas sugestões musicais para conhecer a banda, em uma coletânea feita por um internauta qualquer, que vai muito além de Do It Again. Pois One Hit Wonder é a tua tia!

sábado, 1 de abril de 2017

Giro pelo Planeta, 01/04/2017


Apesar de ser o Dia da Mentira não vamos ficar aqui mentindo! Até porque de mentira a gente está bem cheio. Afinal, mentir é a especialidade da mídia corporativa que tem o talento muito maior que nós para ficar espalhando mentiras. Portanto, continuaremos com nossas dicas e notícias do dia, para fugir das mentiras que rondam por aí. Vamos lá!

1. Álbum da vez: Bundles, álbum de 1975 da excelente banda progressiva Soft Machine, liderada pelo genial Robert Wyatt e responsável por ser a banda de apoio de Syd Barrett, fundador do Pink Floyd, em sua carreira solo. Discão. Link

2. Michel Temer dá adeus a CLT e a troca pela escravidão colonialista. Dúvida? Link

3. Um dos maiores ídolos dos fascistas é desprezado por outro dolo dos fascistas. Fascistas desunidos? Link

4. 53 anos depois, estamos em uma nova ditadura. Vamos começar tudo de novo? Link

5. Texto em site jurídico mostra porque é importante democratizar a mídia. Link

6. Mãe e filha, ambas lindas e gostosas, posam juntas para campanha de lingerie. Uau! Link

7. Musa da semana: Brec Bassinger, uma das mulheres mais lindas da nova geração de musas, fala em uma entrevista recente. Link

8. Uma nova forma de protesto político: uma falsa edição de O Globo onde assume as suas posturas políticas. Link

9. Comentarista de política internacional de site do escritor Fernando Morais fala sobre o que realmente acontece na Venezuela, o que a mídia corporativa brasileira nunca fala. Link

10. Justin Bieber virou beato evangélico? Só faltava essa! Malafaia e Feliciano agradecem. Link

11. Receita da Semana: para a volta do frio, nada melhor que um cafe cremoso e quentinho. Link

12. Modéstia parte: uma das fotos mais bonitas que tirei de um ônibus foi de um Itapemirim, empresa que tem o maior número de fãs e se encontra em nova fase de recuperação. Link

13. Lugares que você precisa conhecer: Camaçari, na Bahia, uma cidade em constante expansão. Link

14. Fãs querem Hailee Steinfeld como nova Batgirl. Até a própria atriz se uniu à campanha. Link

15. Virou moda atores levarem para a vida real características de seus personagens mais marcantes. Depois de Charlie Sheen, Regina Duarte, Fernanda Souza, é a vez do quase setentão José Mayer. Nada foi confirmado ainda. Link

16. O pseudo-bondoso Luciano Huck finalmente assume o que todos sabiam: Ele é tucano. Huck mente, mas seu nariz de tucano não. Pinóquio é um santo. Link

17. Conheça os tipos diferentes de ônibus para linhas de longa distância. Link

18. A Lei Áurea acaba de ser revogada. Tudo para revogar também o O Grito da Independência. Link

19. 35 imagens incríveis que parecem ter sido feitas pelo Photoshop mas são reais. Link

20. Autor do livro Chatô compara golpe de 1964 com golpe de 2016. Link

sexta-feira, 31 de março de 2017

Se o Luciano Huck postasse o que eu coloco em meus blogues, o Brasil mudaria radicalmente - e para melhor!

O brasileiro tem um cacoete de não dar atenção às boas ideias. A não ser que elas venham de alguma pessoa ou instituição que tenha prestígio ou seja defendida por ampla maioria. Caso contrário, a ideia morre, mesmo se for bem sucedida.

Eu escrevo meus blogues na esperança de que os erros que percebo na sociedade brasileira se resolvem. O povo brasileiro acabou consagrando muitos erros por causa da falta de hábito de usar o discernimento e da submissão á mídia e às regras sociais. O brasileiro é um povo muito social. Todas as suas convicções e seu modo de divertir sempre focam o lado social, fazendo com que muita gente passe a pensar coletivamente, acreditando apenas nas ideias que a maioria acredita. Além disso a maioria segue aqueles que adota como líderes.

Eu não passo de um cidadão comum. Não sou famoso nem consagrado. Não tenho características que me façam ser uma pessoa carismática, formador de opinião ou alguém que possa ser seguido. Desde a minha infância, nunca liderei brincadeiras. Os colegas nunca riam das minhas piadas. Apesar de ter o discernimento ideal para um líder (e que muitos não têm), eu não possuo outra qualidade ideal para a liderança: carisma.

Carisma é a base da influência

Carisma é a capacidade de conquistar outras pessoas de forma automática. O carismático consegue formar a opinião alheia e manobrar a mente dos outros, justamente por causa deste carisma. O carisma facilita a confiança e faz com que os outros se rendam ao carismático, transformando tudo que este diz em lei e defendendo-o sempre que necessário. O poder de persuasão de alguém com carisma chega a ser inacreditável, dependendo de quem seja.

Mesmo assim continuo escrevendo os meus blogues, mesmo sabendo que eles só agradam a quem já pensava como eu. Para um reles mortal convencer as outras pessoas a admitirem seus erros e mudarem ideias consagradas, aprendidas durante muitos anos, é tarefa quase impossível, geralmente dada a quem tem carisma. mas como naquele ditado que diz: "Deus dá asas a quem não sabe voar", normalmente quem tem o poder de mudança, nunca quer mudar. Muitos carismáticos se beneficiam da estabilização de muitos erros consagrados pelos costumes e crenças da sociedade.

Mas já imaginou se alguém como Luciano Huck, o homem mais influente para boa parte da juventude brasileira, que recentemente deu uma entrevista para a Folha de SP, assumindo sua retrógrada orientação política pró-PSDB, defendesse em seu programa ou nas postagens do Twitter que escreve, as mesmas ideias que eu posto nos meus blogues ou nas redes sociais? A sociedade brasileira mudariam com certeza, já que Huck tem um poder de persuasão garantido pelo carisma e prestígio. Só que ele não está interessado em mudar nada, já que se beneficia das coisas como estão.

Até mesmo a fama de bonzinho dele não é verdadeira, já que não faz a verdadeira caridade, além de se manter como um dos homens mais ricos e influentes do país. Sua suposta bondade vem de uma imagem criada pela mídia. Se já não confio mais na caridade paliativa praticada por qualquer liderança religiosa, imagine a de alguém como Luciano Huck, que tem em sua lista de amigos íntimos, empresários e políticos corruptos ou defensores de ideias retrógradas, incluindo apoiadores do golpe de 2016. Huck quer mesmo que as coisas continuem como estão. Bom para ele.

Como eu falei, continuo a escrever e criticar o nosso falido sistema que, para a maioria só tem acertos. Os brasileiros, iludidos pela mídia, pela religião e pelos valores em que acreditam, pensam que o país só está se evoluindo e que somos a sociedade mais justa do mundo - quando a realidade prática de nosso cotidiano mostra o contrário.

Eu não tenho o poder de mudar nada, nem a mente das pessoas que acreditam nestes erros e mentiras, consagrados por muitas décadas. Mas pelo menos represento um facho de luz, uma esperança para aqueles que, cheios das mentiras que a mídia "cospe" em suas caras, espera ler algum texto que lhes abra a mente e as faça perceber dos erros que garantem a perenidade de tantas injustiças e incoerências que estamos cansados de ver por aí.