terça-feira, 18 de julho de 2017

Algoritmos: o fim da liberdade na internet?

O surgimento e a popularização da internet deram à população o direito de se manifestar publicamente sobre o que pensa e de correr atrás da informação não veiculada nos meios oficiais. Vários conceitos falsos mas solidificados pelo senso comum antes do surgimento da internet estão ameaçados, junto com os interesses de poderosos que sempre manipularam a opinião pública a pensar em seu favor. Algo precisava a ser feito.

Muito está se falando sobre o tal do Algoritmo. Sou leigo em ciências exatas e por isso vou explicar de forma leiga, maio aproximada,o que é isso. Algoritmo é um programa que define o que aparecerá na busca de um usuário na internet com base nas informações dadas por ele e na frequência em que ele acessa alguns dados. O IP do computador e contas abertas são também verificadas.

Isso limita muito as opções de busca dos usuários, além de impedir que ele vá além do seus interesses pessoais. Ou seja, além de oferecer poucos resultados sobre o que ele procura, tira do acesso coisas que fogem do perfil aceito pelo algoritmo.Para ser ainda mais claro, o algoritmo traça um perfil do usuário em seu programa e age de acordo com este perfil. 

O argumento dos defensores do algoritmo alega que isso torna a internet mais pessoal, como se os provedores e gestores da internet quisessem agradar ao usuário, tornando-a mais de acordo com os interesses e o perfil do usuário. Cria uma ilusão de que gestores de internet gostam do usuário e trabalham para agradá-lo. Mas não é bem assim.

Como algoritmos podem limitar a busca, podem impedir acesso a opiniões opostas, o que pode impedir o diálogo e aprisionar pessoas em pontos de vista equivocados. Isso é anti-democrático e impede o diálogo entre pessoas que tem opiniões bem diferentes, preservando a polarização ideológica e impedindo quem pensa de forma errada a rever suas convicções.

O algoritmo é capaz também de difundir informações falsas e também fazer um julgamento equivocado do perfil do usuário, dependendo do que ele procura. Por exemplo, se por motivos de pesquisa profissional, um estudante procurar informações sobre nazismo ou pedofilia, o algoritmo pode classificá-lo como nazista ou pedófilo, o que criará problemas com a justiça, mesmo que a pesquisa tenha intenções de combater estes dois tipos de atrocidades.

Muitos usuários já reclamam dos algoritmos, pois limitam bastante o uso da internet. O sistema de buscas é bastante limitado. Em qualquer assunto, a lista de resultados oferecidos é bem inferior ao que poderia oferecer sem os algoritmos. Com a individualização dos resultados, há a secreta sensação de que o usuário está sendo vigiado, o que não é nada bom.

Parece que a ditadura dos algoritmos e tornou algo irreversível. Não há interesse dos tecnocratas em reverter isso, por acreditarem ser um retrocesso tecnológico. Até que algo seja feito, vamos ter que conviver com esta ditadura tecnológica e suportar seus incômodos e danos. Até que algum hacker, cracker ou coisa parecida faça alguma coisa para acabar com esta praga.

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Perderam o respeito pelo Rock

Hoje é o dia em que o brasileiros - e somente os brasileiros, viu? - comemoram o "Dia 'Mundial' do Rock". Só se for Mundial dos supermercados Mundial, pois o resto do mundo não está nem aí para fazer o sinal do chifrinho com a mão. 

O rock perdeu o respeito. Virou uma palhaçada. Perdeu o seu caráter de rebeldia e transformação. Virou uma festinha e uma mera oportunidade para conservadores posarem de rebeldes sem atrapalhar os interesses dos ricaços hoje felizes com a condenação do Lula e com a revogação da Lei Áurea.

O rock virou o oposto de sua consagração. Frequenta canais destinados ao público infanto-juvenil, como se fosse um tipo de música para pueris. Muitos roqueiros, após virarem magnatas, se bandearam para o lado conservador e hoje defendem o oposto da essência rebelde da cultura rock.

Hoje o rock virou uma palhaçada, marcado por camisetas pretas e sinais com as mãos que parecem coisa de babaca ocioso. Não há um novo roqueiro capaz de devolver ao gênero o brilhantismo marcado na segunda metade dos anos 60. 

O mais próximo do rock que temos hoje são os breganejos e seu roquinho de meia tigela e as bandas farofeiras que usam o gênero para ganhar dinheiro. Até mesmo na música alternativa atual, heroico reduto da espontaneidade musical, predomina outros gêneros musicais ou híbridos do rock com outros tipos de música.

Quanto ao rock, aquele ritmo que a gente conhecia, junto com a sua cultura associada, há quase nada a comemorar. Hoje não passa de um dia para os não-roqueiros forjarem falsa rebeldia fazendo chifre com as mãos, com cara de mau e linguinha para fora. Depois a onda passa e eles estarão de volta a pasmaceira musical alienante que rola frequentemente nas rádios.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Ainda sobre a criminalização do "funk"

As esquerdas voltaram a tocar no assunto da criminalização do "funk". Para deixar claro, eu também sou contra a criminalização do "funk", apesar de reprovar o gênero em si e seus valores agregados. Afinal, "funk" não e crime, mas também não é cultura e muito menos ativismo político.

Criminalizar o "funk" é o mesmo que colocar na cadeia os cantores ruins que perdem nesses realities musicais ou os calouros ridículos que ganhavam um abacaxi no programa do Chacrinha. Ser ruim em uma atividade não é crime e o que os funqueiros deveriam fazer é mudar de emprego e não ir para a prisão.

Além de ser uma excessiva medida, não contra um tipo de música de má qualidade, mas em defesa de um moralismo caquético e um evidente preconceito de classe social, a criminalização do "funk" acaba sendo uma propaganda não intencionada do gênero, que para os senso comum esquerdista, se tornou sinônimo de ativismo social. 

Ou seja, para a esquerda ingênua, um troglodita verborrágico balbuciando em cima de um som que se assemelha a um ruído de video-game com arremedo de batida de candomblé, falando sobre bundas sacolejantes é a nova forma de "ativismo político". Mesmo que funqueiros nada entendam sobre política, economia e ativismo social.

Claro que transformar em crime um gênero comercial e que serve exclusivamente de entretenimento é um exagero cruel. "Funk" nada mais é que um tipo de música feito apenas para dançar e se divertir. Tanto a criminalização como a transformação em ativismo estão igualmente errados.

"Funk" não é crime, nem ativismo. É diversão. Nada mais que isso

"Funk" não é crime porque o sexo e violência não são inerentes a ele, mesmo que apareçam com frequência em muitas letras. Pode se fazer"funk" sem sexo e sem violência que nada muda.

"Funk" não é ativismo porque ele na foi criado para tal e quase todos os seus criadores e difusores tem baixa escolaridade, compreensão distorcida da realidade e claras intenções de usar o gênero como fonte de renda e meio de sobrevivência e de possível enriquecimento. É nítida a falta de vocação dos funqueiros para um ativismo que exige uma certa envergadura intelectual.

O que poderá acontecer com esta polêmica é aumentar ainda mais a polarização, através do que cada lado quer fazer com o "funk". Em vez de ambos tratarem o gênero como uma inócua forma de diversão, direitistas vão reforçar o desejo de criminalização enquanto os esquerdistas vão cada vez mais transformar o gênero em "ativismo". E com a insistência dos dois lados nas duas formas de equívocos, a coisa crescerá de forma explosiva, com prejuízos para os dois lados.

Infelizmente, temos ignorantes por todos os lados. Tanto os que pensam que "funk" é crime quanto os que pensam que "funk" é ativismo. Com ambos defendendo suas convicções pessoais equivocadas, com base exclusiva no gosto pessoal e não em fatos da realidade. Não se fazem mais formas de diversão como antigamente.

quinta-feira, 6 de julho de 2017

A confiança cega dos brasileiros na mídia tradicional

Uma pesquisa do Instituto Reuters de Estudos para o Jornalismo e da Universidade de Oxford mostrou que o brasileiro é o povo que mais confia na mídia, depois dos finlandeses. Divulgado no jornal Hoje, da TV Globo, o resultado deixou os donos da mídia oficial animados. Eu soube através deste texto, publicado no site de notícias Diário do Centro do Mundo.

Claro que para a Finlândia, país desenvolvido, com alta escolaridade, baixa religiosidade, qualidade de vida e distribuição mais justa de direitos e renda, isso é motivo para comemorar, pois a mídia de lá não existe para legitimar injustiças. Mas no Brasil, é um dado preocupante.

É tradicional a submissão dos brasileiros à grande mídia. No Brasil, a mídia oficial não se limita a divulgar informação. Ela também é reguladora e fiscalizadora dos costumes sociais. Ela é quem diz como o brasileiro vai pensar, agir e se divertir. A noção de realidade do brasileiro também é construída pela grande mídia: não apareceu em jornais, revistas, rádios e principalmente na TV, praticamente não existe. A TV limita muito a nossa noção de realidade.

A má qualidade da educação brasileira, já desde o maternal focada quase exclusivamente para o mercado de trabalho, acabou emburrecendo a população, que enxerga na mídia oficial a forma de educação que não conseguiu ter nem na escola e nem na família, esta preocupada em transmitir crenças e não conhecimento.

Mídia: zeladora do senso comum

Muito dos conceitos que estão no senso comum, sejam verdadeiros ou não, são solidificados graças à grande mídia. O Brasil, país que deveria ser caracterizado pela diversidade, devido a sua extensão territorial e suas características étnicas, há tempos conseguiu homogeneizar seu povo. 

Praticamente pensamos igual e gostamos das mesmas coisas. Mais de 75% da população assume gostar de futebol (tratado no país como dever cívico/social), por mais diferente que seja seu comportamento em outras ocasiões. Aqui, modismos pegam com facilidade e ideias e obras da cultura alternativa costumam fracassar e substituídas por exotismos que fazem muita gente acreditar ser cultura alternativa, só por causa da estranheza visual.

 A mídia se esforça, com amplo sucesso, em homogeneizar a população brasileira. fazer o povo pensar e agir de forma igual, além de dar uma ilusão de concordância, facilita o controle. É muito fácil autoridades manipularem um povo que pensa igual. Tudo fica previsível e é para isso que existem leis e regras. A diversidade, embora mais democrática, provoca descontrole.

Brasileiros ainda acreditam que a mídia oficial lhes representa

A confiança deposita na mídia pelos brasileiros - somada a desconfiança na internet, por achar que somente meios mal intencionados agem exclusivamente na rede - tranquiliza autoridades, que usam a grande mídia da mesma forma que reis usaram os leitores de pergaminho na Era Medieval. 

Acreditando estar representada pela mídia oficial, sobretudo pela TV, a população ignora que os grandes meios representam na verdade o quarto poder, com alta capacidade de decidir quem manda no país, favorecido por uma gigantesca quantidade de analfabetos funcionais, altamente religiosos (credulidade) e obedientes a uma elite cada vez mais gananciosa e discretamente autoritária. 

Enquanto a confiança cega na grande mídia continuar, a nosso população nunca assumirá a sua vocação natural pela diversidade, com o povo brasileiro reduzido a um bando de zumbis q obedecer cegamente a que o saudoso Stanislaw Ponte Preta chamou de "caixinha de fazer doido". Há muitos doidos em nosso páis.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Giro pelo Planeta, 03/07/2017


Começo de semana neste inverno bem frio. O jeito é evitar que o cérebro congele junto com o corpo através de leitura edificante a nos mostrar o que acontece ao nosso redor. Vamos lá!

1. A Estação Pirajá de Salvador, hoje bem moderna, em vista aérea na época de sua reinauguração em 1998, após abandonar o nome "Estação Nova Esperança". Link

2. Rádio Sul América Paradiso absorve dois programas da extinta MPB FM. Link

3. Análise sensata de Miguel do Rosário sobre a prisão de empresários e autoridades ligados ao transporte no Rio de Janeiro. Link

4. A lindíssima e divertida Maria Menounos foi diagnosticada com câncer no cérebro. Pena. Nossa solidariedade a atriz e jornalista. Link

5. "Contra a corrupção", ex-jogadora de vôlei com mentalidade conservadora pratica corrupção para impedir de perder bem para pagar uma dívida trabalhista. Link

6. Receita da semana: Aracajé, para manter no clima do 2 de julho. É difícil de fazer, mas vale a pena. Link

7. Cinegnose faz excelente retrospectiva do golpe. Aviso: há muito texto para ser lido nos links dados pelo site. Link

8. Para não esquecermos da blindagem feita soa tucanos, a marchinha dos tucanos feita apara o último carnaval. Link

9. Álbum da vez: o rock progressivo de Gentle Giant em seu álbum de 1970. Link

10. O desprezo pela ciência fez o cumulo de se permitir no Brasil a prisão de nosso maior cientista na área de Física Nuclear. Revoltante.  Link

11. Localidades que você precisa conhecer: Praia de Boa Viagem, de Salvador.  Link

12. A atriz Miranda Cosgrove é uma das mulheres mais lindas do mundo. E não é só convicção: temos as provas! Link

13. O Brasil virou refém das forças conservadoras. Como sairá dessa? Link

14. Grupo italiano que faz jazz tradicional recria Bohemian Rapsody do Queen e comprova que cover bom é cover bem diferente do original. Link

15. A esquerda continua a usar o "funk" para oferecer a cara para a direita bater. Link

16. Quem são os patriotas que defenderam o golpe? Link

17. Brec Bassinger está triste pelo fim de Bella and The Bulldogs, preocupada com os rumos de sua carreira após o cancelamento da série. Link

18. Enquanto os jovens de hoje ficam se xigando nas redes sociais, um adolescente mexicano dá uma lição de consciência política. Um jovem muito mais informado que muitos idosos do Brasil. Queremos mais jovens assim. Link

19. Musa da semana: o lado descontraído de Lily Collins, uma das mulheres mais lindas da atualidade. Link

20. Luis Nassif fala sobre a Lava Jato. Link

domingo, 2 de julho de 2017

Minha receita de moqueca de peixe

Como hoje é dois de julho, uma data importante para os baianos, vou ensinar como fazer uma moqueca de forma fácil. Moqueca é um prato típico da culinária baiana e um dos alimentos que eu mais gosto. A receita que vou dar não é muito profissional, mas dá para fazer um prato delicioso e nutritivo.

Para começar, escolha um peixe que seja saboroso e que não "derreta" com o preparo. Eu gosto de fazer com o vermelho, namorado ou corvina. Faça a limpeza adequada, se livre das entranhas e se possível, cozinhe antes separadamente. 

Para o molho, você pode colocar o que quiser, desde que não se esqueça do azeite de dendê e do leite de coco que são o que caracterizam a moqueca. Outro ingrediente importante é o pimentão, que dá um destacado sabor ao prato. Junto a eles, coloquei cebola e tomate e um pouco de sal, além de alho amassado e pré-torrado separadamente.

Coloque de acordo com o seu gosto e o tamanho do prato, evitando ficar muito aguado. Coloque o peixe em uma travessa e o molho, já preparado em cima. Aguarde cerca de meia hora e pronto.

Se a quantidade preparada estiver acima do consumo de um dia, pode guardar para mais dois dias, se conservar em geladeira após cuidados rígidos de higiene. Mesmo após este período, o sabor é mantido. Quanto aos nutrientes, somente um especialista pode dizer.

Não sei se os especialistas em culinária vão achar correto. Mas eu fiz desta forma e deu certo. Na primeira vez em que eu fiz, segui este método e tive o prazer de comer uma deliciosa moqueca (na ocasião, foi com peixe vermelho), sendo um dos almoços mais deliciosos que eu já tive.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Defesa do "funk" por parte de esquerdistas é outro lado da moeda elitista

Não tem jeito. Sensatos quando falam em política, economia e direitos humanos, esquerdistas pisam em cocô quando falam de cultura e lazer. Vários apoiam a hegemonia futebolística que aliena o país. E na musica encanaram de defender  "funk" como se nada de mercantil estivesse nele.

Sabe-se que um golpe só pode dar certo se tiver golpistas infiltrados nas forças anti-golpe. Os infiltrados do golpe de 2016 ainda não deram as caras mas posturas tipicas de intrusos conservadores já aparecem há muito tempo na retórica pró-"funk".


Ritmo comercial se impondo como hegemonia cultural

O "funk" é um ritmo com finalidades comerciais que é derivado do Miami Bass ianque. O Miami Bass é um tipo de música que funde hip-hop com ritmos latinos e possui altíssimo apelo erótico. Há também em alguns a apologia a violência, como forma de vingança aos maus tratos sofridos pela polícia que trabalha para as elites brancas dos EUA. 

Apesar de se chamar "funk" (herança dos bailes setentistas ao som de Earth Wind & Fire e James Brown), o ritmo brasileiro nada tem de funk, se parecendo mesmo, tanto em sonoridade quanto em postura com o Miami Bass.

E como eu falei, é um ritmo comercial, com intenções explícitas de frequentar paradas de sucesso. Seus intérpretes enxergam a carreira musical com uma profissão, um meio de ganhar - muito dinheiro. Vários funqueiros enriqueceram e se não viraram magnatas, gozam de padrão de vida e influência próximos aos dos médios empresários. É um ritmo capitalista que ostenta uma visão estereotipada e caricata do povo pobre, sem representar a dignidade da população carente.

"Funk" é plano secreto de dominação da população carente

A defesa de um ritmo que envolve mercenarismo e ridicularização do povo pobre não pode ser aceito como se fosse uma cultura verdadeira. Seja por boa ou má fé, esquerdistas erram em defender algo que no fundo é empurrado goela abaixo do povo pobre. Mal sabem eles que o "funk" é mais um plano das elites de engessar a periferia para que o povo pobre aceite as suas condições e não incomodem as elites, que seguirão tranquilas com a sua ganância.

O discurso de defesa do "funk" é lindo se não soubéssemos de que tipo de ritmo e cenário de entretenimento estão se referindo. Sem conhecer o "funk", diante da retórica de seus defensores, ficamos imaginando algo parecido com o que o saudoso cantor de protesto Gill Scott Heron fazia nos anos 70 e não um barulho de vídeo game repetitivo acrescentado de letras malfeitas que evocam sexo e violência. E eu pergunto: sexo e violência representam a dignidade?

Não há provas, mas há uma suspeita de que esquerdistas estejam sendo pagos para elogiar e defender o "funk". Instituições ligadas a George Soros, o mesmo que patrocinou os protestos do pato amarelo,estão por trás de apoio a coletivos de esquerda. É sabido que o poderoso magnata patrocina projetos progressistas para depois destruí-los, como um vírus que entra em uma bactéria para depois matá-la.

Cultura boa é para rico. Pobre tem que ter cultura ruim

É muito estranho ver que muita gente defende que o povo pobre não tenha direito a uma cultura de qualidade. Se é permitido ao pobre ter esse arremedo de cultura que não passa de um hit-parade feito para a população pobre dançar sem pensar. Similar ao que acontece com a saúde e a educação, reserva-se a cultura de qualidade, mais elaborada e inteligente (e contraditoriamente menos mercenária), ao mais ricos. Aos pobres, o lixo cultural.

E é ainda mais bizarro ver que a esquerda quase como um todo defende uma cultura imbecilizante para o povo pobre, como se pudesse tirar algo inteligente desta imbecilização. Até mesmo as tentativas de se fazer um "funk" de "protesto" soam precárias e ridículas, sem a sabedoria, genialidade e informação vistas nas obras de Bob Dylan e Paul Simon.

Sinceramente, para a direita, há "esperanças" para ela em ver a população pobre imobilizada, acomodada em sua condição indigna. Os esquerdistas trouxas aplaudem empolgadamente o "funk" imposto pela direita infiltrada. 

Ver um Bob Dylan sair das periferias é horrível para o senso comum e o legal mesmo é ver um pobrezinho rebolar de forma ridícula sem se preocupar com a velha reivindicação pela distribuição de renda. Até orque não faltarão ricos (como as celebridades brasileiras) para pagar caro para ver um pobre se contorcendo diante deles. Mesmo que seja uma contorção de prazer.

Para os intelectuais e militantes de esquerda que defendem o "funk", um aviso: o tiro pode sair pela culatra. Se agarrar a algo duvidoso é a melhor armadilha para eliminar as melhores intenções. Fiquem atentos e tenham autocrítica. Percebam a cilada onde estão se metendo.

terça-feira, 27 de junho de 2017

A hipocrisia das festas juninas na elitista Niterói

Hipocrisia, entendida como sinônimo de mentira e considerada pela maioria das pessoas como o pior defeito que uma pessoa pode ter - eu considero a teimosia, mas isso é assunto para outra oportunidade - não é um delito simples. Hipocrisia não é sinônimo de mentira e sim um tipo específico de mentira. Representa a capacidade de uma pessoa de assumir na teoria uma postura exatamente oposta a observada na prática.

E um bom exemplo de hipocrisia é observada em Niterói nas épocas de festas juninas. Niteroienses adoram festas juninas, que acabam sendo também julinas pois se estendem para o mês seguinte. Só que os niteroienses são elitistas e detestam nordestinos, que consideram seres inferiores. Niterói é a cidade com maior número de abastados por metro quadrado e há muitos pequenos e médios empresários na cidade, cuja maior quantidade de trabalhadores vem das cidades vizinhas como São Gonçalo.

Mas como é que uma população acostumada a pensamentos elitistas que estigmatizam outro povo de forma pejorativa, passa a gostar tanto de uma festa típica deste mesmo povo esculachado pela primeira?

Não é de surpreender que o nordestino mostrado nas festas niteroienses é um nordestino ao mesmo tempo caricato e pacífico. Sobretudo pacífico. Se os nordestinos parecem sub-humanos, é bom que sejam mansos feito um gatinho de estimação. Se rugirem como leões como acontecem quando pessoas humildes reivindicam seus justos direitos, melhor combatê-los ou sair do caminho. Para preconceituosos, sub-humanos são como bichos: bons quando mansos e ferozes quando de mau humor.

No caso das festas juninas, os bichos estão bem mansinhos. Aí é uma maravilha admirar os nordestinos. Como são fofas as danças nordestinas. As músicas, a alegria. E as comidas? Humm...
Como nordestinos parecem gente boa quando estão "alegremente" aceitando as suas condições inferiores se reclamar. Por isso não é estranho ver gente anti-nordestina pular a fogueira com prazer.

Mas o preconceito por trás da adesão niteroiense aos festejos juninos esconde uma triste verdade. Os mesmos que vestem seus filhos para curtir as festas nas escolas são os mesmos que reclamam do povo nordestino, aquele povo "ignorante" (tenho várias provas de que esta crença de que nordestinos são burros é uma farsa) que só vota na esquerda prejudicando os "coitadinhos" dos empresários, considerados como "benfeitores pelos niteroienses menos racionais.

Não digo que niteroienses não curtam festas juninas. mas sugiro que usem o per[iodo e os festejos para refletir o papel do povo nordestino para a vida brasileira. Não seria melhor a gente entender aquele povo lá de cima, um pouquinho diferente de nós, mas que tem muito o que nos ensinar com a sua sabedoria peculiar que aos poucos desenvolve a região nos últimos anos? Ou vão continuar a acreditar na falácia de que somente sulistas e sudestinos são inteligentes e merecem dignidade? 

domingo, 25 de junho de 2017

Senso comum e a necessidade de sociabilização

É sabido que para o povo brasileiro, a vida social é mais importante do que qualquer coisa. isso explica o fato de um país com vocação para a diversidade querer ser tão homogêneo, recusando a citada vocação. Em nome da vida social e dos benefícios que depende da decisão alheia para serem conquistados, nos empenhamos em ser cada vez mais parecidos com os outros em gostos, ideias e costumes.

Apesar de não ser estigmatizado como característica típica do brasileiro, querer ser igual aos outros já começa a ser observada como traço frequente do povo brasileiro. Aqui, modismos pegam com facilidade enquanto a cultura alternativa costuma fracassar por aqui. Para muitos, "alternativo" é aquele doidão de cabelo em pé que já está incluído na cultura de massa. Ou seja, não é alternativo coia nenhuma.

Futebol como exemplo de falso consenso

O senso comum, que é o conjunto de regras socialmente aceitas como verdades (mesmo que de fato não sejam) é uma mostra de como os brasileiros gostam de ser parecidos uns com os outros. Foi uma forma de criar um falso consenso e acabar discretamente com a possibilidade da vocação para a diversidade transformar o Brasil em uma espécie de "Torre de Babel" edifício mitológico em que seus ocupantes não conseguiam se entender.

A mídia recebeu a não assumida missão de regular o senso comum para que este falso consenso se mantenha. Sem que muitos percebam e lançando mão de técnicas sutis de manipulação mental, a mídia tem criado alguns conceitos, nem sempre verdadeiros que acabam sendo aceitos como verdade no senso comum, se aproveitando da necessidade social do ser humano. Ou seja, aceita-se algo com verdadeiro quando todos o aceitam como tal. 

Em nome da vida social, passa a ser acreditar em certos pontos de vista, temendo alguma reação desagradável por parte de outros. O gosto pelo futebol, por exemplo, tem muito disso: pessoas de perfis diferentes passam a gostar do mesmo esporte porque praticamente desconhecem alguém que não gosta. E quando conhecem, este é tratado como um "desertor social" por se recusar a caminhar junto com a "manada" abrindo mão de ter o mesmo gosto da maioria.

Pesquisadores já comprovaram inúmeras vezes que a necessidade de se parecer com os outros em troca de benefício social faz parte do instinto de sobrevivência. Se parecer com os outros é um meio de parecer simpático e obter aceitação. Todo mundo gosta de pessoas que são concordantes pois isso elimina polêmicas e atritos. Embora seja recomendável, aceitar alguém diferente não é tarefa fácil e muita gente ainda não está preparada para aceitar diferenças.

Senso comum e onda de ódio

Essa necessidade de sociabilização tem ajudado muito na onda de ódio em que vivemos no país, embora não seja a raiz do problema. Pessoas que se acham melhores que as outras e por isso no "direito" de interferir na vida alheia (os fascistas gostam muito de agir desta maneira) se encanaram de obrigar os outros a terem o mesmo pensamento e costumes e isso tem rendido muitas brigas e separado pessoas que antes eram unidas pelo afeto.

O próprio conservadorismo que tem voltado a tona no mundo todo e mais ainda no Brasil é uma doutrina fechada, rígida que não admite mudanças e que tem um repertório ideológico tratado como cláusulas pétreas que ainda fazem parte do senso comum, embora haja pessoas que desejem mudar vários pontos no senso comum.

A internet facilitou a propagação da diversidade de ideias, destruindo o pensamento único que predominava quando a mídia era reguladora absoluta do senso comum. A mídia continua como reguladora do senso comum, mas não mais de forma absoluta como era antes. Os brasileiros começam a descobrir que muitos dos conceitos em que acreditavam não eram tão verdadeiros como se pensava. 

Descobriram também que existe muita gente com gostos, costumes e ideias diferentes que nunca tiveram uma oportunidade de se manifestar. Alguns conceitos mudaram, outros apareceram, outros sumiram. Aos poucos vamos percebendo que, pelo menos em um futuro um pouco remoto, não precisaremos pensar igual para sermos aceitos pelos outros. E que não é preciso que concorde conosco para que seja aceito por nós. 

Pensar diferente não é crime e desde que não haja intenção de prejudicar os outros, vale a pena um pouco de saudável e pacífica discordância.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Quando os românticos Carpenters namoraram o rock progressivo

Os Carpenters, são os meus favoritos na música romântica. Eram meio cafonas, é verdade, mas caprichavam na sonoridade, além de se entrosarem com alguns nomes da música de qualidade como alguns jazzistas (Herb Alpert era padrinho e então patrão da dupla, pois era o dono da A&M Records na época). Eu tenho o álbum Horizon, de 1975, com outra capa, disfarçado de coletânea.

Apesar de reconhecer a nulidade do valor cultural (seguiam carreira com intenção explicitamente comercial), gosto das músicas da dupla e me considero fã da vocalista e baterista Karen, para mim, uma das mulheres mais lindas e mais sedutoras do mundo de todos os tempos. Pena que - só - ela não sabia disso, pois morreu tentando "melhorar" a sua inquestionável beleza, admirada por todos, além de sua hipnotizante voz, única no mundo.

Acontece que em 1977, não tenho informações de como, a dupla de irmãos formada pelo pianista e arranjador Richard e a vocalista/baterista Karen, resolveram regravar uma música de um grupo canadense de rock progressivo, Klaatu, cujo nome foi retirado de um personagem do famoso filme O Dia em que a Terra Parou. A banda não era muito conhecida e costuma não ser muito lembrada em listas de bandas de rock progressivo. Mas um boato envolvendo os Beatles e a gravação dos Carpenters ajudaram a popularizar a banda.

A gravação dos Carpenters é belíssima, mais ainda que a versão original, pois a sedutora voz da saudosa Karen deu um charme extra à faixa, apesar de reconstituírem praticamente os arranjos da versão original - com a utilização de mais de 150 músicos (!!!). Curioso que, se tratando de uma música de rock progressivo, ficou maravilhosa na bela voz de Karen, mais adequada a músicas mais românticas. E mais curioso ainda: apesar de ser um gênero perfeito em vozes femininas, há poucas mulheres no rock progressivo, como Kate Bush e Annie Haslam, esta vocalista do Renaissance, banda que gosto bastante.

Coincidentemente ou não, os Carpenters produziram em 1978 um especial que misturava comédia, música e ficção científica chamado Space Encounters, onde interpretavam radialistas que entravam em contato com extraterrestres. No clipe oficial (e bem tosco - fazer clipes não era o forte da dupla) da regravação deles para o clássico do Klaatu, que encerra o citado especial, há no início, uma esquete com um radialista (interpretado por um músico deles) conversando pelo telefona com um ET que se identificou como "Mike". O áudio do clipe, com essa introdução foi editada como versão estendida (o antigo "remix"), lançada em compacto.

A gravação de Calling Coccupants feita pelos Carpenters conseguiu fazer bem mais sucesso que a original, apesar de ter servido como boa propaganda da banda que a compôs (a música é composta por todos os integrantes da formação em 1976 do Klaatu, um ano antes da regravação pelos irmãos ianques).

E apresentou os Carpenters em um gênero musical que ninguém nunca ia imaginar até então em uma gravação da dupla romântica.

domingo, 11 de junho de 2017

Deixem o Rômulo Arantes escolher a sua namorada!

Uma estranha polêmica aconteceu recentemente envolvendo a declaração de um ator, que foi muito mal compreendida. Rômulo Arantes neto, filho do falecido nadador e ator Rômulo Arantes, deu uma entrevista falando de várias coisas e uma declaração, que embora sensata e respeitosa, foi mal entendida e tratada como uma ofensa. 

Na entrevista, houve uma brincadeira do tipo "pega ou não pega", onde fotos de mulheres eram mostradas a ele e ele fazia comentários. Quando foi mostrada a foto da cantora de dance music Anitta, o ator, de forma respeitosa soltou o seguinte comentário:

"Acho ela uma baita profissional, guerreira demais e muito competente. Mas não é o meu perfil de mulher. Não é o perfil que eu escolheria para casar, ter filho, namorar."

Os fãs da Anitta entenderam como uma ofensa e ficaram revoltados. Incomodou o fato de Anitta ter sido recusada por um galã famoso, mesmo de forma educada e um tando elogiosa. Pior que o ator deu uma declaração não-machista, que foi entendida como "machista". Ele foi rotulado como tal.

Quer dizer que para não ser machista, o cantor teria que ser obrigado a aceitar Anitta como namorada? O cantor teria aceitar alguém que ele não sente atração como sua namorada? Que democracia é essa em que a sociedade se mete na vida dos ídolos, impondo até mesmo com quem alguém deve namorar?

Ainda não tive o conhecimento da reação de Anitta em ao episódio. O que eu sei é que Anitta, que alega estar sem tempo para namoro, tem o mesmo direito de escolher como quem ela irá namorar, desde que haja reciprocidade de atração. Ninguém é obrigado a ficar com alguém se não quiser.

O episódio mostra que esta onda de ódio não se limita a politica e tem muito a ver com a nossa falta de educação que gera uma incapacidade de compreender a realidade, com cada um construindo um mundo particular (pós-verdade) dentro de cada uma de suas mentes, mas querendo que a realidade funcione da mesma forma, o que gera complexos e incessantes conflitos.

Fica aqui a minha solidariedade a Rômulo Arantes Neto e que ele não leve a sério esses comentários, vindo de gente meio alienada, incapaz de entender como deveriam funcionar as relações humanas. 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Cafeína, para acordar o Brasil

O excelente site de política O Cafezinho criou um programa de debates via internet que surpreende pela maturidade e pela densa quantidade de informação que caracteriza a análise dos assuntos propostos. O programa se chama Cafeína, em referência ao site responsável, o que eu acho um nome oportuno, pois cafeína desperta e os debates tem a missão de acordar o povo brasileiro para a realidade política, econômica e social do país. Um despertador para a alma do povo brasileiro

Cafeína é apresentado pelo jornalista baiano radicado na Suécia, Wellington Calazans, também autor de vários textos em O Cafezinho. Participam também o administrador do site, o carioca Miguel do Rosário, e mais dois colaboradores, o petroleiro Tadeu Porto e o economista Leonardo Stoppa, este um mineiro radicado em Londres. Juntou-se à equipe, a conhecida atriz Tássia Camargo, que revelou seu lado ativista e tem colaborado muito nos debates com uma excelente análise de importantes assuntos. Semanalmente conta com participações de outras personalidades ligadas a política e intelectuais.

Aliás, esta equipe parece ter sido escolhida estrategicamente: um jornalista, importante para um meio que pode discutir o envolvimento da mídia com o poder; um petroleiro, que enxerga de forma intimista e técnica o porque do petróleo e fontes de energia serem causas de tantos conflitos e domínios políticos; um economista que analisa as consequências econômicas das interferências políticas; e uma atriz conhecida que além de contribuir com sua experiência de ativismo, traz visibilidade ao programa, para as pessoas que não tem o habito de usar internet.

Os debates ocorrem às quartas de noite e ficam gravadas no YouTube, em geral na conta do Leonardo Stoppa. Porto em geral, cuida da parte interativa, observando a repercussão do debate e Calazans, como falei, apresenta o programa com a sua bela voz de radialista. Miguel do Rosário administra o site e Tássia dá importantes colaborações não raramente sugerindo temas e utilizando o seu prestígio para atrair mais pessoas ao debate.

Gosto muito do Cafeína e sou frequentador assíduo. Aprendo muito com eles eme surpreendo ver gente relativamente jovem num debate muito maduro, com uma visão bastante realista e técnica da realidade política e econômica e de forma respeitosa, disciplinada e descontraída.

Recomendo a todos que visitem o Cafeína e garanto que vão aprender muita coisa sobre a realidade de nosso país. Parabéns a todos da equipe que criaram um programa que beira a perfeição. Que bom seria se a mídia oficial operasse com o conhecimento e a maturidade dessa gente jovem que conduz com absoluta maestria o já obrigatório e clássico programa Cafeína.


Aqui está a última edição, como aperitivo. mas recomendo que procurem edições anteriores: Ninguém irá se arrepender.


segunda-feira, 5 de junho de 2017

One Love Machester e Diretas Já: como "mudar o mundo" com piqueniques musicais

Ontem, dois festivais de música com objetivos de ativismo social marcaram o dia: O One Love Manchester, na mesma cidade e o Diretas Já, no Largo da Batata, em São Paulo. O Diretas Já é parte de uma série de shows que unem comício e música a ocorrer pelo país pedindo para que a população tenha direito de escolher o substituto de Temer, golpista em fase de putrefação. O evento, que ocorrerá em várias capitais, teve início domingo passado, no Rio de Janeiro.

As intenções dos eventos são muito boas: O One Love para ajudar as v´timas do ataque em Manchester durante a apresentação de Ariana Grade (organizadora e anfitriã do evento de ontem) vários dias atrás e o Diretas Já pelo motivo mencionado no parágrafo anterior. Mas é o suficiente para tentar melhorar a realidade?  Certamente que não.

O fato de serem atrações musicais poderia servir muito mais para atrair interessados em ver shows musicais do que ativistas sociais. No caso do One Love é compreensível, pois o ingresso, doado em favor das vítimas da tragédia, foi o motivo do show. E a música no evento das Diretas? Foi uma isca para atrair público, uma cortina de fumaça ara desviar o foco na seriedade ou oportunidade de famosos ficarem com boa repercussão diante do público?

Show musicais nunca mudaram o mundo

Sabe-se que as iniciativas, embora louváveis não mudam nada. O One Love não impedirá novas tragédias semelhantes. Isso depende de um longo período de educação humana que elimine a má compreensão da realidade e o aprisionamento a estereótipos. É preciso entender, mesmo discordando, dos motivos que levaram ao atentado. 

É preciso ver o que passa na cabeça dos "terroristas", sem confundir revolta com crueldade. Atos terroristas, como quaisquer atos de violência, nunca devem ser aprovados, mas devem ser compreendidos no ponto de vista de quem pratica, para que o mal possa ser cortado pela raiz e não pelo caule como tem sido até hoje.

Quanto aos eventos de Diretas Já, é preciso uma pressão maior. O povo deve ir ao congresso (que por lei, pertence ao povo) de forma pacífica, mas barulhenta, cobrar daqueles que foram eleitos pelo povo (embora trabalhem em nome das elites que patrocinaram suas campanhas) o direito de escolher o presidente que substituirá Temer. mesmo que esse presidente se afine ideologicamente com o golpista, pelo menos o fato de ter sido escolhido pelo povo lhe garantirá legitimidade. Se trair o povo, o mesmo deve fazer pressão sobre o presidente escolhido.

Os dois shows musicais valeram como entretenimento e como benfeitoria momentânea. mas não se iludam: piqueniques musicais nunca mudaram o mundo. Os famosos eventos filantrópicos do tipo Live Aid não conseguiram tirar a África da miséria crônica e festivais semelhantes não irão conseguir. 

É preciso despertar uma consciência altruísta na mente de todos - principalmente dos ganancioso ricos e famosos - para que todos aprendam a repartir e tirar da cabeça essa ideia de que alguns merecem ganhar mais que os outros. Se todos somos humanos, porque uns humanos merecem ser tratados melhor que outros humanos, sangue do mesmo sangue?

domingo, 4 de junho de 2017

Porque homens chatos se dão tão bem com mulheres?

Uma coisa a notar é que boa parte dos homens comprometidos não possui qualidades marcantes e muitos destes são portadores de sérios defeitos que poderiam atrapalhar o relacionamento. Não atrapalham porque não são defeitos que atrapalham a missão do homem em sustentar e proteger a mulher. Mulheres só se incomodam quando os defeitos do homem atrapalhem esta função. Outros defeitos são facilmente tolerados.

Curioso que homens com defeitos de personalidade, como os infiéis ou os que por um motivo ou outro costumam desprezar suas companheiras, ou portadores de costumes nocivos à saúde como fumar cigarros, não costumam reclamar de serem rejeitados por estas características. Por outro lado, há baixinhos, gordinhos, tímidos e pobres que reclamam rejeição na vida afetiva, pois estes defeitos sinalizam uma não-adaptação a perfil protetor/provedor  desejado pelas mulheres.

Muitas vezes o sucesso de um relacionamento reside no sucesso profissional do marido. Interessante observar que casais que se unem por interesses financeiros costumam durar mais que os por afeto, pois representam um acordo e um meio de dependência que consagra o mito do homem-que-deve-proteger-e-sustentar-a-companheira. Casais que se unem por afeto podem se separar a hora que quiserem, por não estarem vinculados a um contrato financeiro, tendo mais liberdade para decidir que em caminho conduzirão o seu relacionamento.

Como dinheiro e força física são os critérios mais importantes para a maioria das mulheres, elas não se importam em se casar com homens sem caráter, doentes, insensíveis, com hábitos nada salutares e amizades nada confiáveis. Se a grana entra na conta todo final do mês, o pior homem do mundo já demonstra ser útil como marido.

Quanto ao porte físico, mesmo que os bombados não sejam mais o tipo favorito de homem desejado pelas mulheres (até acho que com este desprezo, se tornaram mais agressivos), as mulheres ainda consideram o porte físico e não os traços faciais, como sinônimo de beleza masculina. 

O tipo musculoso deu lugar ao moderado do tipo jogador de vôlei, de estatura alta . Até magricelas altos se tornaram o novo padrão de beleza masculina. Os baixinhos fora de forma, mesmo com belos traços faciais, continuam descartados. A não ser que tenham emprego prestigiado e uma gorda conta bancaria.

Vai demorar para que as mulheres afrouxem suas exigência na vida afetiva. Por enquanto, as mulheres continuam impondo lugares para paqueras e o rígido perfil protetor/provedor para a escolha de seus companheiros. Inteligência, caráter e cuidados com a saúde continuam sendo itens supérfluos. Um babaca forte e com dinheiro ainda atrai mais que um baixinho sem estabilidade profissional.

terça-feira, 30 de maio de 2017

O que as feministas pretendem fazer com as "pistoleiras"?

O fato de eu ser homem não é motivo para eu ser machista. Não é porque cafajestes sejam do sexo masculino que eu tenha que aprovar a cafajestice. Não aplaudo erros. Homens que erram merecem ser responsabilizados pelos seus erros. Critico o machismo, sim e homens que erram devem responder.

Porque as mulheres não fazem o mesmo? Mulheres também erram. Mas as feministas preferem colocar para debaixo do tapete os erros cometidos por mulheres. Eu não vejo as feministas criticarem as mulheres que erram. Como se nenhuma das mulheres fosse capaz de errar.

Vejam o caso das mulheres que se unem a homens por interesse material (sobretudo financeiro), conhecidas na gíria social como "pistoleiras". Até agora eu não vi uma só feminista criticar as mulheres interesseiras. Curioso que as feministas alegam defender os homens e impõem a sua ideologia como "sinônimo" de "defesa da humanidade", o que não é na prática. 

Negligência feminista de aprovar erros cometidos por mulheres

Muitos homens de mentalidade progressista aplaudem, num ato de boa fé, essa negligência feminista. Sim, mulheres que lutam por seus direitos é algo que toda a pessoa com bom senso não deve discordar. Mas para recuperar direitos precisa arruinar os direitos dos outros?

Será que uma mulher se casar por interesse é algo louvável, que mereça ser aplaudido? mesmo que o ricaço não se sinta prejudicado - pelo menos financeiramente - por ter se casado com uma pistoleira, será que não existe uma falha ética neste tipo de relacionamento?

Homens que não são ricos são prejudicados por isso. Ainda mais na sociedade brasileira, onde as pessoas adoram copiar outras em posição mais privilegiada. Mulheres comuns sonham em ter um estilo de vida mais próximo do que as famosas que se casam com magnatas. Por isso cobram de seus maridos não-magnatas meios de garantir um estilo de vida mais próximo possível da perua que apareceu na revista da moda ou naquela rede social badalada.

Casamentos com homens de personalidade duvidosa comprova uniões por interesse

Uma das grandes provas de que a maioria das mulheres se casa por interesse é a ausência de qualidades de boa parte dos homens casados. Gente, é cada cara chato que se dá bem na vida afetiva. Homens com o nível de raciocínio igual ao de um gorila - em alguns casos até pior. 

Não raramente antipáticos, grosseiros, ruins de conversa, brigões, fumantes, alcoólatras, mas bons profissionais. Evidentemente estão casados porque as suas contas bancárias, mesmo não sendo ricas, nunca estão vazias. No final do mês, as mulheres podem ficar tranquilas: os trogloditas chatos sempre trazem dinheiro para casa.

Vingança não é justiça. É ânsia pelo prejuízo alheio

Talvez por gerar um benefício, mesmo falso, às mulheres, que as feministas não consideram o fato de uma mulher ser interesseira como um defeito. Talvez seja uma forma de se vingar contra o machismo, mesmo que os homens não-machistas sejam os maiores prejudicados. As "pistoleiras" sendo tratadas como "heroínas" do feminismo mostra que nem sempre as feministas lutam por uma justiça social. 

Há muito o que corrigir no movimento feminista. O primeiro passo é ensinar as mulheres a não serem vingativas. Vingança só é sinônimo de justiça nas mentes conservadoras, que não querem ver o progresso da humanidade.