quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Blogue continua, mas sem atualizações

Decidi que este site finalmente ficou inativo. Mas será mantido no ar, mesmo sem atualização, como uma espécie de museu e de fonte de pesquisas para quem quiser se informar sobre assuntos contados sob um ponto de vista que só existe aqui. Obrigado por nos acompanhar desde 2009 e visitem nossas postagens antigas pois temos coisas bem legais que não merecem ser esquecidas.


sábado, 25 de maio de 2013

Feliz Dia do Orgulho Nerd!

Hoje é um dia que tem muito a ver com a "tribo" da qual pertenço: os nerds. E o mais legal é que ele caiu justamente no dia que considero o mais nerd da semana: o sábado.

O 25 de maio é estipulado como o Dia do Orgulho Nerd, ou simplesmente - sabe-se lá porque cargas d'água - Dia da Toalha. Na verdade a toalha é um elemento importante na saga Guia do mochileiro das galáxias, considerado uma obra de nerd para nerd. Na mesma data, outra obre apreciada por nerds (mas não feita por nerds) Star Wars, teve a sua primeira exibição, em 25/05/1977. Ou seja não faltam motivos para essa gente desengonçada que quer mostrar seu valor, comemorar.

E eu como nerd legítimo, claro que não ia ficar fora desta, apesar de ainda não ter tido a oportunidade de assistir ao Guia do mochileiro das galáxias. Mas para os nerds, normalmente desprezados pela sociedade, graças a seu jeito e gostos estranhos, comemorar o dia de hoje é uma oportunidade única de se sentir honrado.

Portanto para nerds como eu, desejo um feliz Dia da Toalha. E que dias melhores possam vir para nós, apesar de vivermos em uma sociedade cada vez mais metida a perfeita e exigente demais na hora de oferecer os benefícios que já são tão difíceis de conquistar com muita luta. 

Vida longa e próspera a todos. I'm a nerd and I'm proud of it!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

A volta do velho Rod que conhecíamos?

Após muitos anos dedicando apenas a carreira de cantor de standards, hibernando como compositor, finalmente o inglês Rod Stewart, um dos grandes nomes do rock nos anos 70, retoma a função de compositor e lança um novo álbum, Time

Não ouvi qualquer música do álbum, mas a notícia da volta de Rod como compositor anima. O cara, especializado na fusão rock-blues nos anos 60 e 70, passando por um pop mais empolgante na primeira metade dos anos 80, mas esteve em falta de criatividade desde a segunda metade da mesma década (curioso um ponto bem alto e outro baixo na mesma década). 

Stewart também é lembrado por sua participação no primeiro Rock in Rio, justamente na semana em que completava 40 anos de idade, em 1985, com um show memorável (antes da fase fraca).

Nos anos 90 gravou um acústico para a MTV que considero um dos melhores já feitos para a emissora, onde o cantor ignorou a fase brocha da segunda metade dos anos 80, preferindo revisitar seus melhores momentos, sobretudo os dos anos 60, quando integrou bandas memoráveis como Jeff Beck Group e The Faces, e dos anos 70. Em entrevista recente, revelou que gostaria de gravar um álbum com o companheiro de Jeff Beck Group, Ron Wood, atualmente na banda Rolling Stones, outra especializada em juntar blues com rock.

Não fui informado como será o álbum. A experiência com o acústico da MTV pode ajudar a retomar o fôlego de sua fase áurea (se veteranos como David Bowie retomaram, porque não Rod?), mas os álbuns de standards podem levar para um outro caminho igualmente admirável, somando a maturidade dos velhos clássicos populares americanos à seu talento como compositor.

De qualquer forma é bom ver de volta o velho Rod compositor. Lembro de duas músicas dele que particularmente adoro, Maggie May, de 1971, ano em que eu nasci e Baby Jane, de 1983, ou seja, de 30 anos atrás. Não me considero fã dele, mas reconheço seu valor para a história da música.

Tomara que Rod continue compondo. Para o bem da boa música.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Porta fechada

Ontem recebi uma triste notícia para quem gosta de música de qualidade: Ray Manzarek, o famoso tecladista da banda psicodélica The Doors, faleceu aos 74 anos, por causa de um câncer no fígado.

The Doors, uma das melhores bandas dos anos 60 e que, junto com o Velvet Underground, representou os EUA* numa década dominada pelas bandas britânicas, era uma banda peculiar e de excelente qualidade. 

Seu vocalista, Jim Morrison, que apesar da boa estampa, renegou a função de galã - reagindo até de maneira escandalosa contra isso - era um leitor assíduo de bons livros e influenciado sobretudo pela literatura beat (a dos beatniks como Jack Kerouac) e levava essa influência para as excelentes letras de suas músicas, bastante tensas e reflexivas. Suas letras eram embaladas pelo teclado de Manzarek, fazendo com que a banda tivesse o diferencial de ter um tecladista e não um guitarrista, como principal músico solista.

Manzarek tentou manter o grupo na ativa após a morte de Morrison, sem sucesso, já que o vocalista/letrista não só era bastante carismático como seu canto e suas letras deram ainda mais qualidade a sonoridade do grupo. Manzarek também teve uma carreira solo, com quatro álbuns e escreveu vários livros, um de romances. Em 1987 participou de uma gravação de Bad Bugs and Ballyhoo e autorizou pessoalmente a banda para regravar People Are Strange, do repertório dos Doors, no mesmo ano. Manzarek manteve a sua qualidade como tecladista, mesmo não conseguindo levar a banda ao prestígio dos tempos de Morrison.

Fica aqui o nosso pesar e lamento, acrescentando que o grande tecladista fará falta. Pelo menos fica a sua lição e sua grande experiência através da lendária e eterna banda The Doors.

Fico triste quando morre alguém responsável por uma grande fase da cultura, pois agrava o já crescente desinteresse da juventude por arte de qualidade, já que o público jovem prefere os "artistas" mercenários que predominam na mídia atualmente. Mais uma porta se fechou.

 
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* NOTA:Lembrando que apesar de americano nato, Jimi Hendrix na verdade representou o rock inglês, pois morava lá, onde desenvolveu sua carreira e integrou o Jimi Hendrix Experience, formada em Londres com mais dois britânicos, Noel Redding e Mitch Mitchell.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Virada cultural e o que as pessoas pensam sobre o que é cultura

Depois do Rio, foi a vez de São Paulo ter o que os organizadores batizaram de "Viradão Cultural". Na verdade, um festiva de vários shows de vários cantores e bandas, com ênfase na música de mercado, que cá para nós, pouco ou nada tem de cultural.

As pessoas hoje estão confundindo os significados das palavras diversão e cultura. Diversão é algo que você faz para passar o tempo, se distrair e se alegrar. Cultura, não: é tudo aquilo com o propósito de acrescentar ideias, costumes e contribuir para a evolução, sobretudo intelectual, da sociedade. mas não é isso que acontece de fato, já que o nome "cultura" está sendo frequentemente associado a tudo que não transmite conhecimento. Coisas puramente lúdicas que nem merecem ser levadas a sério.

E mesmo que alguns nomes realmente culturais compareçam ao evento, não é nele que encontrarão a oportunidade de distribuir sabedoria para as massas, interessadas apenas em diversão gratuita.

Será que não seria melhor que este festival tivesse outro nome? Pelo menos seria mais honesto e mais de acordo com a proposta de divertir apenas, pois pelo que sei, esses viradões não tem a proposta de melhorar o intelecto a ninguém. Somente oferecer diversão gratuita para que as pessoas possam dançar, cantar e dar risada. Nada além disso.

sábado, 18 de maio de 2013

Saibam o que realmente significa uma voz feminina bem sensual

Como havia falado em uma postagem recente, o Brasil ficou infestado de musas vazias, sem personalidade e que vivem de expor seus corpos sem fazer nada de relevante ou admirável, além de possuírem vozes incômodas aos ouvidos de qualquer um. Mas quem defende essas musas a que chamo de "símbolos sexuais de proveta",  costuma rotulá-las de "musas sensuais" e que elas são as melhores na arte de conquistar os homens. Melhores como, cara pálida?

Aí para confrontar com esta ideia de que basta tirar a roupa e miar feito gato vira-lata (o que irrita muitos vizinhos, sobretudo à noite) para se considerar sensual, escolhi as duas vozes mais lindas da atualidade em dois vídeos onde em cada um, uma atriz linda e famosa, de maneira natural e involuntariamente sensual, mostrando que sensualidade nunca deve ser forçada e quem não tem vocação para musa deve fechar a matraca e se esconder em um banheiro.

Lembrando que sou muito seduzido pela voz feminina e considero um aspecto importante na hora da conquista, em certos casos ainda mais do que a beleza.

As atrizes em questão são a minha amada Hailee Steinfeld e a atriz Katie Leclerc, do seriado Switched at Birth, misto de comédia e drama sobre duas adolescentes que foram trocadas quando nasceram.

Leclerc é surda, portadora da Síndrome de Meniére, que tem surdez e tontura entre os sintomas. Até ver o vídeo abaixo, não conhecia a voz de Leclerc. O seriado que ela atua passava apenas em um canal não disponível no meu pacote de TV paga. Por ser surda, eu esperava que ela tivesse dificuldade para falar, uma voz excessivamente pausada e com palavras mal pronunciadas, como as que ouvimos de vítimas de AVC.

Mas ao ver o vídeo, tive uma surpresa que me atingiu como um soco. A voz de Leclerc é extremamente sensual e bela, e ela fala como se quisesse seduzir os homens. Dá para perceber no vídeo que isso não é proposital, mas muitos homens ao ver o vídeo ficam automaticamente seduzidos, como as sereias da Odisseia escrita por Homero, que ao conquistar Ulisses com seu canto, quase o matam por afogamento.

Outro vídeo é de uma entrevista que a minha querida Hailee Steinfeld, atriz consagrada por True Grit, fala sobre seus mais recentes projetos. Prestem muita atenção no contraste da cara de menina meiga que a atriz tem com a decidida voz de fêmea fatal que ela solta ao responder as perguntas. Não é preciso dizer que a voz dela pesou muito para eu me apaixonar pela charmosa atriz.

Esses dois exemplos mostram como uma mulher pode usar a voz para conquistar os homens sem forçar a barra e sem cair no ridículo da vulgaridade.

Os vídeos estão abaixo. Aviso que as vozes são realmente sedutoras. Tenha cuidado para não se afogar como o Ulisses da Odisseia (Risos).


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Buscador da Microsoft traduz textos para idioma Klingon

ESPREMENDO A LARANJA: Nossa, o Sheldon iria ficar muito feliz! Vamos todos aprender a língua da nova geração de Jornada nas Estrelas. Ou seja, Ha' chu' bovvam Hov trek Hol ghoj Hoch. Ah, moleque!

Bing inclui língua de Jornada nas Estrelas no tradutor

Portal Terra

Klingon, língua oficial da saga, seria a língua inventada mais usada no mundo, de acordo com Bing Foto: 

O Bing, buscador da Microsoft, estreou na ferramenta de tradução o idioma klingon, falado por personagens da saga Jornada nas Estrelas. A tradução funciona de qualquer idioma para o klingon, e vice-versa, e chega aos fãs às vésperas da estreia nos cinemas de Star Trek into Darkness, nova produção da sequência. As informações são do Mashable.

"Apesar de o filme estar chegando em breve, já estávamos com essa ideia há algum tempo", afirma ao site especializado o cientista comportamental do Bing Matt Wallaert. "Jornada nas Estrelas sempre olhou para o futuro da tecnologia e (o klingon) é a língua inventada mais falada, mesmo que apenas algumas pessoas sejam realmente fluentes", pondera.

​ Para criar a ferramenta de tradução, o Bing trabalhou em conjunto com o criador do idioma, Marc Okrand, além de convocar a ajuda de outras 10 pessoas fluentes para treinar os sistemas de tradução. O Instituto da Língua Klingon também participou do processo. O klingon quebra algumas regras típicas de idiomas tradicionais, como o espanhol ou o italiano, e por isso às vezes é mais difícil de aprender.

"Já houve esforços para criar dicionários, mas até o momento não havia um serviço de tradução de verdade com toda a estrutura gramatical", aponta Wallaert. "Isso é algo bem geek para fazermos, mas também é um desafio divertido para os nossos times melhorarem as traduções e trabalharem com uma língua com um padrão distintivo", aponta.
Nave Enterprise é o símbolo da saga Jornada nas Estrelas Foto: Reprodução Nave Enterprise é o símbolo da saga Jornada nas Estrelas Foto: Reprodução

A ferramenta permite traduzir páginas de internet, textos inseridos e tem a opção de exibir caracteres kronos. O recurso está disponível na web e no aplicativo do Bing Translator para dispositivos móveis com Windows Phone.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Sertanejo de raíz? Só se for de raíz quadrada!

A música ruim é ótima para se lucrar com ela, manobrando as tendências para que a aceitação seja garantida. Mas quando aparece algo pior, a música que antes representava o pior passa a ser vista com mais admiração e "respeito", como se tivesse deixado de ser ruim. Não deixou, não. Continua a mesma porcaria. O problema é que apareceu coisa pior, e a mediocrização da mente humana a condicionou a se contentar com o "menos ruim".

Com o sucesso intenso do "sertanejo universitário", que de sertanejo não tem nada e de universitário menos ainda, virou moda admitir que a geração breganeja dos anos 90, com aquelas canções ridículas que mais parecem versões malfeitas de músicas mexicanas, só que com a voz do pica-pau de Walter Lantz, representam o "sertanejo de raíz". 

Ou a memória está curta ou agora nos contentamos com o pouquíssimo. Considerar os deturpadores da musica rural como Choitãozinho e Xororó, Leonardo, Daniel, Zezé Di Camargo, como "de raíz" é estar muito mal informado. Eles foram os primeiros a representar a decadência do gênero e se não fosse por eles não existiria o que conhecemos como "sertanejo universitário". Quem prestar atenção na cronologia do gênero, vai concordar comigo.

Mesmo que os breganejos mais velhos reclamem dos mais novos, isso soa mais como um pai que reclama do filho que chegou em casa de madrugada. Na verdade são tudo partes de uma mesma linhagem. Os "universitários" tem o DNA dos seus "pais" bregas. E isso é evidente na música que, por mais diferente que seja, mantém a sua essência urbaneja, pois de rural nem os chitões e nem os telós não tem bulhufas. Tudo caubói estereotipado de filme de Hollywood. Só falta matar os índios. pelo menos a música rural já conseguiram matar.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Somos tão Jovens, a cinebiografia da Legião

ESPREMENDO A LARANJA: Ainda não tive a oportunidade de ver o filme. Mas pretendo, pois sou fã da Legião Urbana e das letras corajosas e inteligentes escritas pelo saudoso Renato Russo. O texto abaixo não reflete a minha opinião, mas como achei bom tocar no assunto, coloquei uma resenha do filme para não passar em branco. Quando eu assistir ao filme (provavelmente em um aparelho de DVD), escreverei um texto de próprio punho comentando.

Ah! Boa parte dos textos que eu já li sobre o filme destacam a excelente atuação do protagonista Thiago Mendonça, que não se limitou a aparência, assimilando as características psicológicas de Renato, fazendo a gente crer que nas cenas onde ele aparece, na verdade são filmagens do próprio Renato na época.

Somos Tão Jovens

Tiago Agostini - Portal Terra
   
​Maio será o mês de Renato Russo nos cinemas. Nesta sexta-feira (3) estreia Somos Tão Jovens, cinebiografia que flagra os anos de formação do líder da Legião Urbana, da adolescência até o início da vida adulta em Brasília. Já o último fim de semana do mês tem previsto o lançamento de Faroeste Caboclo, adaptação da quilométrica história de João de Santo Cristo.

Somos Tão Jovens é um lançamento ambicioso, o principal do fim de semana, com 550 salas. Faroeste Caboclo tem gerado muita expectativa entre os fãs, e não é apenas pela presença de Isis Valverde no elenco, como Maria Lúcia. Para o bem ou para o mal, mesmo há quase 17 anos de sua morte, Renato Russo continua a ser o maior ídolo do rock nacional - e o Legião uma das bandas que mais vende no País.

Se Somos Tão Jovens fizer o sucesso que se espera dele boa parte pode ser colocada na conta de Thiago Mendonça. O ator conseguir mimetizar os trejeitos de Renato Russo com delicadeza, sem exagerar nos gestos ou na fala. Ouvir Mendonça na tela é como assistir a entrevistas antigas de Renato, inclusive com a prepotência e segurança na voz de quem planejou desde muito cedo todos os passos que queria dar na vida.

Apesar de claramente ser uma homenagem, o filme não cai na simplicidade de retratar um Renato Russo acima do bem e do mal. Estão na tela o egoísmo de quem não tinha vergonha de usar os amigos para seu próprio interesse, o alcoolismo juvenil que o levava a pagar mico embaixo de janelas dos blocos de Brasília, a rebeldia de menino mimado, os ataques de estrelismo. Um retrato generoso de uma época bem distante do momento em que o mito suplantou o personagem que Renato criou para si.

No entanto, o filme é irregular e demora a engrenar, principalmente por tentar abranger, aos poucos, cada um dos elementos que criaram a persona Renato Russo. Partindo da epifisiólise, a doença rara que o deixou prostrado na cama por meses na adolescência - período em que devorou livros e discos como pastilhas de tic-tac -, e passando pela descoberta do punk nos semanários ingleses que lia na escola onde lecionava inglês, o longa vai juntando cada fato esparso como um quebra-cabeça que nunca se completa.

A criação do Aborto Elétrico, ponto fundamental da origem do rock de Brasília, é abordada meticulosamente, mas esbarra nas atuações forçadas de Bruno Torres, como Fê Lemos, e Sergio Dalcin, como André Pretorius - no filme chamado de Petrus. A paixão platônica do vocalista por Flávio Lemos e a crescente tensão entre ele e o baterista, no entanto, ficam nítidas na tela. Apesar de continuarem amigos, o rancor de Renato pelo fim da banda nunca se dissipou totalmente - quando a gravadora do Capital Inicial sugeriu que o grupo pedisse uma música a Renato para o terceiro disco, o compositor negou a canção na cara de Fê Lemos.

Um dos motivos do legado do Legião Urbana ter crescido com os anos provavelmente reside no fato de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá não terem abusado do espólio da banda. As constantes brigas com a família de Renato parecem ter diminuído - tanto a irmã do cantor como o filho do guitarrista fazem participações especiais no filme, por exemplo. Assim, mesmo que tardiamente, um dos grandes ídolos da música brasileira ganha as telas. Não deve converter novos legionários, mas nem precisa: as canções estão aí para isso.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

A decadência da versão brasileira da revista Playboy e de suas similares

A mais famosa revista dedicada ao público masculino, priorizada por ensaios geralmente bem feitos com mulheres nuas, está dando sinais de franca decadência em sua edição tupiniquim. Embora possa parecer sinal dos tempos, na verdade pode estar sugerindo uma crise.

Há tempos a revista não vem investindo em ensaios interessantes. Não vou analisar aqui o aspecto técnico pois não entendo da parte técnica de fotografia. Deixo isso para outros analisarem. Falarei como antigo leitor da revista, que não compro desde o final dos anos 90. Nem me lembro qual a última edição que comprei, mas a internet me tirou a necessidade de comprá-la. Até porque não quero acumular papel, ainda mais depois de uma experiência muito desagradável com um grande enxame de cupins, em 2010.

Musas de proveta

Será que a qualidade das musas influencia? Sim, pois houve um tempo em que a revista chamava musas de verdade para mostrarem seus belos corpos ao natural. Hoje, além dos programas de edição de imagem que alteram tudo, temos musas criadas apenas para serem símbolos sexuais. 

As chamadas boazudas, as paniquetes, frutas, musas de brasileirão, "modelos" (não confundam com as de grife: as modelos vendem roupas e produtos de beleza, as "modelos" vendem seus corpos) e similares, foram criadas para fazerem o papel exclusivo de símbolos sexuais, sem nada mais a fazer de relevante além disso. É o que eu chamo de símbolos sexuais de proveta, pois criadas para tal, são moldadas como tal. 

Até enjoa, pois elas, além de insossas e artificiais (Silicone? Anabolizantes? Hã?), o fato de serem criadas apenas para servirem de entretenimento sexual masculino, tira a graça da fantasia sexual. O fato de não serem nada além de meros objetos tira a graça. Até porque roupas minúsculas se tornam o "uniforme" dessas musas sem nada a dizer.

Antes não era assim. Tínhamos atrizes, cantoras, esportistas e até jornalistas dispostas a posar nuas. Era legal porque você tinha a oportunidade de ver em uma sessão sensual uma mulher que normalmente não era associada a esse universo. Mulheres já admiradas em outras ocasiões, mas que eram colocadas em um contexto sensualizante.

Isso tem muito a ver com o fato de não pensarmos em sexo o tempo todo. Sexo é algo que se faz por alguns minutos e creio que musas também devem ser valorizadas também em outros momentos. Aí está a graça. Sexy, por exemplo é ver uma jornalista como Fátima Bernardes, mulher realmente linda e gostosa, de bíquini de vez em quando. Por outro lado é chato ver uma Nicole Bahls o tempo todo de biquíni ou roupas indiscretas, já que não consegue se vestir sem se "sensualizar". Isso não.

Revistas sobre saúde física excitam mais

Falei um pouco sobre as musas vazias porque é uma das razões da decadência da versão brasileira da revista, que está ameaçando a não publicar mais nus. Mas vai publicar sessões sensuais leves de musas vazias? Sites como Morango caíram justamente por causa disso.

E as musas de verdade, elas não estão sendo chamadas ou elas exigem caché alto demais? A segunda alternativa faz mais sentido. E mais: creio que as musas de verdade estejam aliviadas por existirem as musas de proveta, pois assim, as mulheres de classe são dispensadas de posar nuas. Coloca-se uma paniquete no lugar de uma atriz que "está ótimo".

Perdi o gosto de ver a revista Playboy, a não ser quando aparece uma musa de verdade, como, para dizer uma sessão mais recente, a Leona Cavalli, talentosa atriz e subestimada como musa, uma mulher lindíssima, inteligente e altamente sedutora que teve a felicidade (Nossa? Dela?) de mostrar a sua perfeição física para a revista Playboy, no ano passado. Mas antes regra, mulheres como Leona virou exceção.

Hoje sinto muito mais excitado com sessões de biquíni de revistas como Boa Forma e Shape, que ainda tem a oportunidade de mostrar mulheres de verdade, mesmo com fotos alteradas digitalmente. Estas revistas ainda servem como ótima vitrine da beleza de belas mulheres, com direito a ensaios com uma discreta sensualidade, mas que agrada na dose certa. A Women's Health inclusive tem se destacado mostrando desconhecidas com impressionante beleza de alto nível , se tornando a "marca registrada" da revista. Uma capa, colocada nesta postagem mostra o que eu quero dizer (clique na foto para vê-la maior).

Com a internet, fotos de nu explicito dispensaram as revistas, já que além de fotos da fase clássica da Playboy e outras similares, temos inúmeras fotos espalhadas com mulheres que dão de 1000 a zero nessas musas de proveta que só sabem balançar o rabo e criar polêmicas.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Há 120 anos, nascia um mestre: Graciliano Ramos

ESPREMENDO A LARANJA: Tive pouco contato com a obra de Graciliano, mas o suficiente para admirá-lo e considerá-lo um dos maiores escritores do país, um de meus favoritos. Li toda a obra Vidas Secas e participei de uma encenação de uma peça sobre esta obra em uma matéria na escola. Na faculdade, participei de um estudo sobre a obra Memórias no Cárcere, onde cada aluno do grupo analisava uma parte do livro. Tirei uma ótima nota na ocasião. E um prazer enorme de ter feito o trabalho.

E consegui ler inteiramente um dos livros que mais gostei: Em Liberdade, de Silviano Santiago, onde o autor, genialmente, se imagina no lugar de Graciliano na tentativa de fazer uma continuação de Memórias no Cárcere. Como eu consegui ler após o citado trabalho, entendi o conteúdo do livro e amei de imediato. Santiago também é um dos nossos melhores escritores e a coragem de continuar uma obra de Graciliano se imaginando na pele dele, exige um talento ímpar.

Grande Graciliano! Um país que teve Graciliano Ramos como um de seus maiores representantes na literatura é um país privilegiado. Pena que atualmente quase todos prefiram esnobar gente do talento dele. Talvez se Graciliano fosse vivo e jovem e começasse sua carreira hoje, ele não teria espaço, se tornando abandonado no ostracismo, ignorado até mesmo por acadêmicos sustentados pelos órgãos da CIA, hegemonicos em qualquer faculdade da atualidade.

Há 120 anos, nascia um mestre: Graciliano Ramos
 
Milton Ribeiro  - Sul21 

Graciliano Ramos viveu 60 anos e nasceu há 120, precisamente em 27 de outubro de 1892. Durante sua vida, publicou 10 livros. Tal simetria combina bem com o estilo do escritor – seco, elegante, de um regionalismo muito particular, discreto e onde estavam presentes mais a condição social e a psicologia do que as descrições de costumes e o ambiente. A política, aliás, apareceu em sua vida antes do escritor. Graciliano nascera em Alagoas, na cidade de Quebrângulo. Aos dezoito anos de idade, mudou-se para Palmeira dos Índios, onde o pai era comerciante. Em 1928, tornou-se prefeito. Um excelente prefeito. Permaneceu no cargo por dois anos, renunciando em 1930.

Durante sua gestão, tomava atitudes polêmicas como a de soltar os presos para que construíssem estradas. Outra curiosidade é que seu talento para a literatura foi descoberto a partir dos relatórios que escrevia como prefeito. Ao escrever um relatório ao governador Álvaro Paes, chamado “Um resumo dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Palmeira dos Índios em 1928”, publicado pela Imprensa Oficial de Alagoas em 1929, o escritor se revela mesmo ao abordar assuntos de rotina da administração. Seus relatórios impecáveis, mas também irônicos e apresentados em forma livre, dificilmente seriam lidos sem estranheza e admiração. Após a renúncia, foi nomeado diretor da Imprensa Oficial de Alagoas. (Aqui, temos o relatório enviado pelo prefeito Graciliano ao governador de Alagoas em 1930).

Uma foto rara de Graciliano, provavelmente dos anos 30

E efetivamente foram tais relatórios que pavimentaram o caminho para a literatura. Eles foram levados ao conhecimento do poeta e editor Augusto Schmidt, que aconselhou Graciliano a escrever mais, porém a respeito de outros temas. Em 1933, foi o mesmo Schmidt que publicou seu livro de estreia, Caetés, o qual vinha sendo escrito desde 1925.

Entre 1930 e 1936, viveu em Maceió, trabalhando como diretor da Imprensa Oficial e professor. Durante este período, publicou São Bernardo e, na tarde de 3 de março de 1936, após entregar o manuscrito de Angústia a sua datilógrafa, Dona Jeni, foi levado de sua casa, preso. O motivo era a suspeita – jamais formalizada – de que o escritor tivesse conspirado no malsucedido levante comunista de novembro de 1935. Preso em Maceió, Graciliano foi demitido do serviço público e enviado a Recife, onde embarcou com outros 115 presos no navio “Manaus”. O país estava sob a ditadura de Vargas. O escritor esteve preso no Rio de Janeiro — no Pavilhão dos Primários da Casa de Detenção — e depois foi mandado para o presídio de Ilha Grande, onde passou a célebre temporada descrita em Memórias do Cárcere, livro apenas publicado postumamente. Com ajuda de amigos, consegue publicar Angústia, talvez sua melhor obra, em 1936. Foi libertado em janeiro de 1937, após dez meses.

O escritor Marcos Nunes observa, a respeito de Angústia: “Trata-se de um romance excepcional, que consegue ser ao mesmo tempo expressão de sua região e do mundo inteiro. A gente sai em frangalhos da leitura; é uma experiência quase única em literatura, porque o clima pesa em um contínuo massacrante mas, ao contrário do que se possa pensar, aquilo não nos faz rejeitar o romance, mas mergulhar nele como se dele pudéssemos extrair uma catarse de todo nosso sofrimento. A angústia é nuançada até a explosão desesperadora que nada redime enquanto tudo finaliza; a vida acaba, a do leitor continua e nunca mais será a mesma”.

É importante notar que o pessimismo de Graciliano não é produto de atuação ou de uma projeção. Não foi muito fácil ser Graciliano Ramos. As surras durante a infância; o adolescente inteligente a autodidata que lia Balzac e Marx em língua francesa; o aperto financeiro por toda a vida; as dificuldades para adequar-se à burocracia e aos caminhos tortuosos do Partidão; a prisão política em Ilha Grande; a volta à vida civil e ao inferno das dívidas; nada daquilo que era o material ficcional de Graciliano lhe era estranho. Havia autêntica tensão entre o homem, a atmosfera social e sua criação literária, como lembra seu biógrafo Dênis de Moraes, em O Velho Graça.

Após a prisão, o grande estilista Graciliano Ramos foi trabalhar como copidesque no Correio da Manhã. Seu livro seguinte foi Vidas Secas (1938). O livro, o primeiro narrado em terceira pessoa, aborda uma família de nordestinos retirantes às voltas com a seca, a pobreza e a fome. A narrativa não aponta apenas os problemas sociais, mas o efeito emocional que tais condições impõem aos personagens. Graciliano teve enorme cuidado com este livro, fazendo visitas frequentes à gráfica para ter certeza de que a revisão e as ilustrações não interfeririam em seu texto. Outros escreveram livros naturalistas sobre a pobreza do Brasil, mas talvez não da forma como fez Graciliano: sem opiniões do autor, sem discursos, sem indignação, com o mínimo de palavras, como se apenas abrisse uma cortina para a realidade e dissesse: é assim que é; eles se sentem assim.

A polícia de Vargas aparentemente o deixa em paz, mas anota em seus registros que na sede da revista “Diretrizes”, em 1940, o escritor frequentava assiduamente a sede da revista “Diretrizes”, junto de Álvaro Moreira, Joel Silveira, José Lins do Rego e outros “conhecidos comunistas e elementos de esquerda”.

Outro grande livro de Graciliano é o autobiográfico Infância (1945). Filho mais velho de um casal sertanejo de classe média, ele narra sua infância em meio a uma prole numerosa, afastado de manifestações de afeto e brincadeiras. A infância árdua, vivida na virada do século XIX para o XX, no interior de Alagoas, encontra suas maiores alegrias na solidão e na descoberta da literatura. Ao fundo, onipresente, pode ser espreitada a condição econômica, histórica e cultural da família.

O célebre Memórias do Cárcere (1953) é obra póstuma. É uma pena que este clássico tenho sido publicado com Graciliano morto meses antes de um câncer no pulmão. Falta-lhe o último capítulo. Sobra muita, muitíssima grande literatura nas esplêndidas páginas dos dois volumes de Memórias do Cárcere. Quando seu filho Ricardo perguntava sobre o final do livro, Graciliano respondia que faltava pouco, que era tarefa para uma semana. O título? Ora era um, ora era outro, Memórias do Cárcere ou simplesmente Cadeia. E o que pretendia com este último capítulo? Sensações de liberdade. A saída, uns restos de prisão a acompanhá-lo em ruas quase estranhas. Mas Graciliano nunca escreveu este final quase feliz.

Há uma querela a respeito do fato de que o texto de Memórias do Cárcere teria sido alterado por pressões do PCB. O neto de Graciliano, o escritor Ricardo Ramos Filho, desmente com veemência tal versão:

    É importante que esse equívoco seja desfeito de uma vez por todas. Embora o crítico Wilson Martins e minha tia Clara tenham se esforçado para trazer a público essa versão fantasiosa, jamais, embora o Partidão quisesse, o texto original de Memórias do Cárcere foi alterado. Quem aceita essa ideia certamente não conheceu meu pai, ou mesmo minha avó Heloísa. Isso seria inconcebível. Posso lhe garantir que o Memórias do Cárcere conhecido, a menos do último capítulo escrito por Ricardo Ramos, meu pai, foi publicado exatamente como Graciliano o escreveu.

    “Há uma literatura antipática e insincera que só usa expressões corretas, só se ocupa de coisas agradáveis, não se molha em dias de inverno e por isso ignora que há pessoas que não podem comprar capas de borracha. Quando a chuva aparece, essa literatura fica em casa, bem aquecida, com as portas fechadas. E se é obrigada a sair, embrulha-se, enrola o pescoço e levanta os olhos, para não ver a lama dos sapatos”.

    Graciliano Ramos, em Linhas Tortas

Isso é tudo que não era Graciliano Ramos.

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OBS: * Pessoalmente, tomo a liberdade de dedicar esta singela matéria a Ricardo Ramos Filho, neto de Graciliano e a quem tenho como amigo.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Casal que briga por qualquer coisa costuma ter frustrações escondidas

ESPREMENDO A LARANJA:Foi por acaso que cheguei a este texto. Não costumo gostar da revista CARAS, por ela ser uma revista onde exalta o ego burguês das celebridades. Mas o texto abaixo é bastante reflexivo. Pena que não estava assinado, pois quem escreveu soube o que estava dizendo.

Sinceramente, estou cada vez mais convencido que a maioria das pessoas não se casa por amor. Amor é uma palavra linda e incessantemente utilizada como justificativa para a existência de muitos relacionamentos. Mas na verdade ops motivos são outros: interesse, obrigação social, ajuda e na melhor das hipóteses, pura confiança e/ou amizade fraterna. O modo de como começam as relações (joguinhos "afetivos" - coisa de gente imatura) e como as mesmas duram (namoros e casamentos que se arrastam apaticamente), já mostra que, por amor, quase ninguém de fato se une. A não ser que as pessoas deem o nome de amor a outros tipos de sentimento, algo que certamente eu, um homem inteligente e sensível, nunca irei concordar.

Casal que briga por qualquer coisa costuma ter frustrações escondidas

Revista Caras - Notícias

Se os confrontos viram rotina, é sinal de que os parceiros guardam alguma carência, seja na área sexual ou na afetiva, seja na da realização pessoal ou em qualquer outra. Muitas vezes, nem sabem disso. Descontam no outro sem perceber de onde vem o descontentamento. Só há um jeito de melhorar a situação: conversa, conversa e conversa. Até encontrar e desatar os nós da relação.

Alguns casais adoram brigar. Nem precisam de motivo. Fazem desse o seu modo de conviver, de se amar. Um modo muito ruim, convenhamos.

Tudo vira confronto. Se o marido chega em casa com bombons para a mulher, ela logo reage: “Você não sabe que estou de regime? Quer que eu fique gorda?” Ele tenta explicar: “Só queria te agradar, fazer um carinho”. Ela não baixa a guarda: “Se quer fazer um carinho, então me ajude com as crianças, em vez de trazer um presente que só serve para me angustiar”. Pronto, está formada a confusão. Ele se afasta, vai ver televisão, ler um jornal. Ela, ofendida, reclama que ele se recusa a conversar. O que era um momento de alegria vira um pesadelo.

Às vezes eles brigam só para marcar posição: discordam sobre algo e começam a discutir para ver quem tem razão; nenhum é capaz de ceder, ambos preferem bater o pé até o fim a admitir a razão do outro.

Em festas, o casal beligerante bate-boca por ciúme ou, quando um começa a contar uma viagem ou programa que fizeram juntos, o outro imediatamente passa a lembrar como o parceiro estava chato, não queria fazer compras, dormia muito etc, humilhando-o, numa espécie de bullying. Mesmo que não haja gritos, a animosidade é visível e acaba estragando a festa. O casal passa então a não ser mais convidado, afastando-se dos amigos.

Os filhos também fogem. Refugiam-se no quarto, deixam de comer com os pais. Sabem que qualquer faísca pode virar um incêndio.

Quando as brigas acontecem por motivos fúteis, frequentemente existe algo maior reprimido, que não é falado, não é resolvido, mas faz com que a agressividade ou frustração apareça. O conteúdo guardado (falta de realização, de sexo, de dinheiro, de carinho, de autoestima) é jogado sobre quem está mais perto, o parceiro, que se transforma numa lata de lixo de emoções reprimidas.

Nesses casos, uma boa conversa pode evitar os confrontos. Para que ela se realize, porém, é preciso que o casal reconheça que briga demais e queira descobrir o que provoca tal comportamento. Nessa conversa, cada um deve expor suas insatisfações e carências, sem agressão. Se isso não resolver, vale a pena procurar uma terapia de casal. Casais que relutam em procurar um profissional, podem tentar realizar sozinhos uma espécie de terapia, saindo uma vez por semana para jantar fora ou fazer qualquer outro programa, e aproveitando esses momentos para se perguntarem o que, afinal, está por trás de suas brigas. É importante que se comprometam a não se alterar nessas conversas. Ninguém é responsável por nossas frustrações e infelicidades. Culpar o outro não resolve nada. Temos que nos perguntar “o que está me frustrando?” Não dá para mudar o outro, mas dá para mudar a si mesmo.

Algumas vezes, as brigas são consequência da agressividade de um dos dois, que as utiliza para descarregar a tensão. Nesses casos, seria bom consultar um psiquiatra. Ele poderá recomendar medicamentos que controlam a agressividade, completando com uma terapia para descobrir as causas do comportamento.

Enfim, se existe carinho e amizade verdadeira, vale a pena investir em melhorar a situação do casal briguento, que, no fim, poderá dizer, como na música dos mestres Tom Jobim (1927-1994) e Vinicius de Moraes (1913-1980): “Bom é mesmo amar em paz/ Brigas nunca mais”.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

O provável fim do Dentista Mascarado

Mal estreou e já querem acabar com o seriado O Dentista Mascarado, dos sempre excelentes Alexandre Machado e Fernanda Young e protagonizado pelo humorista Marcelo Adnet.  A imprensa já faz duras críticas ao seriado, apesar de eu não ter visto nenhum defeito nele. O que eles esperariam do mesmo?

Em tempos de mediocrização, parece que virou moda falar do que é bom. O Zorra Total e seu péssimo humorístico de bordões, não leva nenhuma crítica. O "humor" troglodita de Rafinha Bastos é até elogiado. O Pânico na TV não para de atrair mais gente. Pôxa, porque os piores humorísticos são tão valorizados e quando resolvem pegar no pé escolhem logo um humorístico de qualidade?

O que eles esperariam de O Dentista Mascarado? Mais seriedade? Se acharam bobo demais, fiquem sabendo que o seriado é bobo propositadamente, pois é protagonizado por um dentista palerma e sua graça está justamente nisso! Adnet, excelente humorista que estava pesando a mão no enfadonho Comédia MTV, que estava caminhando para ser uma espécie de "Zorra Total" da MTV, retomou o seu bom caminho no seriado do dentista.

A Globo pegou a mania de acabar com as poucas boas ideias que surgem. Com a adesão das classes populares ao consumismo, parece que vivemos uma onda de desqualificação cultural e midiática, na tentativa de agradar a uma classe que se eleva financeiramente, sem deixar de ser pessimamente escolarizada. E qualquer coisa que reúna o mínimo de inteligência na TV aberta (e em muitos canais da paga também), vai direto para a guilhotina após não dar um índice de audiência satisfatório.

Não sabemos o que irá no lugar. Os outros seriados, bem inferiores ao protagonizado por Adnet continuam firmes e fortes, apesar da silenciosa crise criativa, todos presos a clichês. Pelo jeito a Globo quer seguir se auto-rebaixando para agradar a uma população que vive achando que cérebro só serve para enfeite.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O que está acontecendo com Amanda Bynes?

As últimas aparições de Amanda Bynes tem sido muito estranhas. A garota que encerrou a sua carreira de atriz tem feito a alegria dos paparazzi e dos inimigos de celebridades, agindo como se estivesse a beira da loucura. Será que a aposentadoria da carreira de atriz gerou alguma sequela?

Não adianta usar o argumento de que ela começou a sua carreira na infância. Apesar de ser comum ver atores que começaram quando crianças surtarem ao chegarem a vida adulta, isso tem sido cada vez mais raro. Já existem muitos atores com carreiras desde a infância que estão chegando numa boa à vida adulta e ainda melhores como profissionais e seres humanos respeitáveis e de ideias surpreendentemente amadurecidas. O que aconteceu com Bynes não pode ser justificada pela carreira precoce.

A Amanda Bynes de hoje em nada se parece com a linda e adorável garota, lançada através de um humorístico que levava o seu nome, The Amanda Show e com excelente atuação em outros seriados e filmes e que aprendemos a amar. Bynes hoje vive como uma junkie, é uma péssima motorista, com um longo histórico da batidas de carros e seu comportamento anda muito estranho, com direito a postagens meio loucas em redes sociais.

Ela não é a primeira a surtar desta forma. Britney Spears e Lindsay Lohan, também iniciadas na infância, também surtaram. Spears se recuperou, virou jurada de programa de sucesso, demonstra ser boa mãe e, após terminar um relacionamento, já iniciou outro, sinal de que ainda é bem admirada. Lohan, apesar de estar entrando em nova internação para se recuperar de vícios, dá sinais de recuperação. Lindsay Lohan, uma das melhores atrizes de sua geração, já voltou a participar de filmes e seriados, com direito a elogios a suas interpretações. Será que a solução para Bynes não seria retomar a carreira? Boa atriz ela é.

Não sabemos até onde vai Amanda Bynes. Muita gente já fala que ela não vai durar muito. Não queremos pensar desta maneira. Prefiro acreditar na recuperação de Bynes e que mesmo que não volte a atuar (opção dela), ela possa se recuperar dos surtos e viver uma vida normal, aproveitando a distância dos holofotes para tentar um pouco mais de sossego e privacidade. Pois agindo como nos últimos dias, privacidade é o que ela não terá mesmo.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Eu detesto feriados

Vocês podem me chamar de louco, mas detesto feriado. Adoro descansar e ter meu tempo livre, mas não em um feriado. Feriados são para mim, dias de tédio e de solidão. Ruas desertas, lojas fechadas, serviços parados: para quem gosta de uma vida bem movimentada e com infra estrutura, feriados são as piores datas.

Não somente feriados, mas finais de semana também. Por isso que para mim o Domingo é o pior dia da semana, apesar de ser o melhor para a maioria das pessoas. Por não ter o que fazer, decretei que os domingos seriam os dias para a renovação do estoque dos blogues. Ou seja, o que você está lendo nesta semana, foi escrito no domingo passado. Se não fosse pelos blogues, passaria o dia todo dormindo. Hibernando, mesmo.

E sendo os dias oficiais do tédio, porque a maioria das pessoas adora domingos e feriados? Simples. Para você ter um excelente final de semana é indispensável a posse de duas coisas: muito dinheiro para gastar e muitos amigos para conversar. Meu rol de amizades é escasso pois não encontro muita gente que se afine mentalmente comigo. E o meu salário, sabe como é bem baixo. Não dá para esbanjar gastos, sempre controlados e muito vem calculados.

O ideal é que ao invés de existirem finais de semana e feriados, houvesse a redução da carga horária da trabalho. Não haveria dias como o de hoje, vazios, solitários e monótonos. As pessoas ficariam menos cansadas e poderiam usufruir melhor o tempo livre. No Pizzaria do Poder de hoje falo mais sobre isso. Dê uma chegadinha lá. Pelo menos é uma maneira para espantar o tédio.

Não gosto de nada que lembre vazio, nada. Gosto de preencher as coisas. Gosto de movimento, de novidades e atividades. Domingos e feriados são os dias oficiais do vazio. Nem mesmo os serviços funcionam. Se esse computador pifasse hoje,. eu teria que esperar até amanhã para resolver alguma coisa, pois os tristes que poderiam consertá-lo estão em alguma praia enchendo a cara com um monte de amigos ao redor.

Até mesmo a internet fica chata em feriados. Muitos sites deixam de postar aos finais de semana e ficar catando novidades na rede é uma tarefa inútil que só entendia mais e mais. Fiquemos com a atualização deste bendito blogue, que enche o saco de muita gente, mas diz o que deve ser dito.

Por isso escrevo esta postagem para dizer que estou doido para que esse dia acabe. Que voltem os maravilhosos dias úteis. Com trabalho, sim, mas com movimento, novidades, e a alegria única de ver que as coisas não estão paradas.